A inclusão do deficiente auditivo na escola regular: contribuições da família e do professor

Páginas: 6 (1346 palavras) Publicado: 31 de março de 2011
realidade dos meios educacionais regulares se faz de forma distante ao que foi citado, pois nem todas as pessoas com deficiência têm compreensão da sua “anomalia” e muito menos tem o apoio dos familiares para que, dessa forma, o indivíduo possa ser incluído no meio educacional e conseqüentemente no convívio social.
Para que aja uma verdadeira inclusão no âmbito educacional se faz necessário oapoio de todos, já que para alcançar esse objetivo, a escola regular deve mudar alguns papéis. Deve-se trabalhar com a equipe de docente, gestores e pais, propiciando a permuta e a especialização para que, juntos, integrem o aluno e sua família ao contexto escolar.
Incluir não é apenas possibilitar a presença do aluno na sala de aula e esperar o seu desenvolvimento, mais sim oportunizá-lorecursos necessários para ampliação do seu conhecimento. Para se ter sucesso do processo da inclusão é necessário direcionar diretamente as possibilidade de reconhecer as deficiências e aceitá-las. Mas isso não significa deixar a margem nem ignorar do ser deficiente, ao contrario, significa oportunizar-los o mesmo tratamento que é oportunizado aos “normais”.
O valimento da educação inclusiva, noentanto, é indiscutível se levarmos em estima que a criança interage com o meio, ponderando sua maneira própria, diferente, de entrar em contato com o mundo, respeitando-se suas possibilidades e limites. Ao adotarmos a educação inclusiva estaremos desenvolvendo um trabalho preventivo e contribuindo em direção à meta, talvez utópica, da equiparação de oportunidades, o que significa preparar asociedade para receber a pessoa com necessidades especiais. Caso contrário, este indivíduo tenderá a uma fragmentação ou desintegração de sua personalidade, ocasionando inevitáveis prejuízos pessoais e sociais.
Para Sassaki (1997), inclusão é “um processo pelo qual a sociedade se adapta para poder incluir, em seus sistemas sociais gerais, pessoas com necessidades especiais e, simultaneamente, estas sepreparam para assumir seus papéis na sociedade” (p.41). O ensino, em vista disto, deve se adaptar às necessidades dos alunos ao invés de buscar a adaptação do aluno a paradigmas preconcebidos a respeito do ritmo e da natureza dos processos de aprendizagem.

5.1 Inclusão Educacional do Surdo

A educação do surdo no Brasil foi dada pro meio da lei nº 839, de 26 de janeiro, assinada do D. Pedro I,quando aconteceu a Fundação do Instituto Imperial do Surdo. A criação desse instituto se deu com a chegada, no Brasil, do Francês Ernesto Huet. Professor e diretor do Instituto, Huet foi apresentado ao imperador, o que facilitou a fundação do Instituto Santa Terezinha, em 15 de abril de 1829, oferecendo atendimento sócio pedagógico aos deficientes auditivos.
Decorrente a tantas mudanças é claroque surge um novo cenário brasileiro, com o paradigma de inclusão social dos deficientes. Nessa perspectiva, cria-se uma escola para todos, sem distinção de sexo, raça, classe social. Surge a Escola Inclusiva que está aberta para colher às diferenças, modificando, dessa forma, o cenário brasileiro.
Com o passar do tempo foi instituída a Declaração de Salamanca, documento resultante da ConferênciaMundial sobre necessidades educativas especiais (1994), ocorrida na cidade de Salamanca na Espanha, que promoveu o princípio e a discussão da técnica de garantia de inclusão de crianças especiais, bem como a jornada de seus lugares de direito, numa sociedade de aprendizagem.
A teoria sócio-interacionista, é uma teoria que reporta a aprendizagem como uma interação de ações culturais, em que oaluno edifica aquisições de conhecimentos a partir de mediações educativas advindas principalmente da escola, da família e de sua visão particular de mundo.
Independentemente da sua perda auditiva, o aluno surdo é capaz de realizar ações inteligentes desde que lhes propicie um contexto interativo partindo de situações significativas. Buscando e efetuando através de suas próprias experiências, é...
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