A importancia da pesquisa no cotidiano escolar

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UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO
FACULDADE DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES

MÔNICA RODRIGUES FIORAVANTI ANTONIO

SÃO GONÇALO
2011
MÔNICA RODRIGUES

A IMPORTÂNCIA DA PESQUISA NO COTIDIANO ESCOLAR

Trabalho apresentado ao professor Luiz Fernando Conde Sangenis, como requisito de avaliação da Disciplina Filosofia da Ciência.

SÃO GONÇALO2011
1. INTRODUÇÃO

Este trabalho propõe refletir sobre a importância das pesquisas no âmbito escolar, levando em consideração que nas ciências humanas não podemos generalizar resultados. A proposta é que pensemos um pouco sobre o que consideramos como ciência e senso comum. Até que ponto as insatisfações ou falta de participação não se dá pelo pouco ouvir e se democratizar o espaço escolarde maneira consciente e formativa.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto La Fabrica do Brasil, em conjunto com o Ministério da Educação, mostrou que existe um desejo de maior intimidade entre pais e professores, contudo os dois grupos entendem ser muito difícil a comunicação e interação entre os mesmos. O meu objeto de pesquisa é a escola, os pais e a democratização do projeto políticopedagógico visando a participação efetiva da família. E o interesse por este tema se deu a dificuldade em entender por muitas vezes, como mãe, a proposta da escola em relação aos meus filhos. Essa experiência me fez repensar minha infância e período escolar, onde meus pais só eram chamados a escola para comunicar notas e eventos que aconteceriam, os pais de alguns amigos eram chamados parareclamações sobre mal comportamento. Como educadora vejo também o lado da escola, em que muitas reuniões se reduzem às reclamações de horários, mensalidades, merendas e professores.

Hoje como educadora que se interessa por um aprofundar nas questões da escola e mãe, entendo que o diálogo entre a escola e a família representa uma parceria muito importante na educação, para que juntos possam refletir aeducação de seus alunos/filhos.

Weffort (1996, p.38) diz: “Ousar colocar, socializar para o outro, o que pensamos, somos, dói, “ a dor é prova de existência”. A dor retrata a diferença”. Não nos cabe fugir dela, e sim enfrentá-la para a construção do prazer, do conhecimento de nós mesmos, do outro, da realidade”. É essa realidade que me impulsiona a pesquisar e inquietar com as questões vezescolocadas, pais não participam, escolas não abrem espaços. Qual é a realidade? Penso que a resposta depende de nos debruçarmos diante da comunidade que desejamos estudar, sem a ingenuidade de que ao mergulhar na pesquisa não seremos impregnados de nossas ideologias. Pois neutralidade cientifica entendemos que não é uma realidade..

Meu interesse neste trabalho é procurar refletir nossasfalas como educadores e percebermos se não estamos utilizando-nos do senso comum para afirmar que somos ou não somos democratas. Refletir se nossos discursos a respeito de participação da família na escola não parte também de um senso comum, onde pressupostos são colocados sem um debruçar de fato na realidade da nossa comunidade. Perceber como é importante entender o fazer da pesquisa para que nossasafirmações não passem de suposições, que provavelmente dificultarão o nosso trabalho e progresso.

2. SENSO COMUM E CIÊNCIA

Segundo Santos (1998, p.33) “A ciência constrói, pois, contra o senso comum e, para isso, dispõe de três aspectos epistemológicos fundamentais: a ruptura, a construção e a constatação, justamente porque o senso comum pensa o que existe tal como existe”
Noaspecto da educação das crianças a história nos diz que houve uma ruptura no desejo de construção de uma educação que desse a criança um espaço mais adequado, pois:

Crianças sempre existiram, mas infância não. O mundo pré-moderno não tem uma noção de infância. Isto é: o mundo pré-moderno não mostra um vestuário próprio para crianças e não apresenta uma literatura infantil, ao...
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