A importância do brincar no desenvolvimento humano

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A
Importância
Do
Brincar
No
Desenvolvimento
Humano.

Pedagogia

Introdução
Brincar consiste num ato que se vive no presente e somente nele, guiado pelo puro prazer de sua realização. A brincadeira oferece um momento de intensa intimidade entre mãe e filho, proporcionando uma aceitação afetiva e corporal mútua, fator que é, por sua vez, fundamento da saúde psíquica e do desenvolvimentoda consciência corporal e social. A presente pesquisa objetivou conhecer como a mãe pode ajudar no desenvolvimento com o brincar e também como o trabalho desenvolvido com o brinquedo nas escolas de educação infantil, visando identificar as influências do brinquedo na formação da criança, como é trabalhado o brinquedo e como se dá a interação deste com a educação.
consideradas lúdicas ecriativas. Ao brincar, a criança se relaciona com outras
crianças, sendo capaz de perceber-se com um “ser” no mundo numa relação entre o que é pessoal (interior) e o que é do grupo (realidade externa).Portanto
a brincadeira e o brinquedo é uma atividade que permite o ingresso no mundo da imaginação e no mundo das regras e que deve ser a atividade privilegiada nas instituições de educação infantil.Desenvolvimento

A partir da década de oitenta o Brasil vem assistindo um forte e constante crescimento da população economicamente ativa feminina (Nogueira, 2004). Junto a esse crescimento também aumentaram estatisticamente a esperança de vida das mulheres e o seu nível educacional. Essa emancipação feminina no âmbito profissional é de fato uma grande conquista para a autonomia das mulheres.Contudo, a inserção da mulher no campo de trabalho causou grande impacto sobre a vida familiar. Além de mudar a estruturação da família e de reduzir o número de filhos, consideramos aqui uma mudança íntima na relação entre mãe e filho nos primeiros anos de vida. As mulheres dispõem, por lei brasileira, de 120 dias de licença maternidade, tendo que encerrar a amamentação e deixar os filhos muito cedopara retornar ao trabalho. Não é intuito, porém, neste trabalho, discutir nem julgar as razões das mulheres que decidem ou precisam trabalhar fora de casa, mas, sim, ressalvar a importância da qualidade do momento em que a mãe se faz presente ao filho.
De acordo com Neumann (1905-1960) a fase embrionária, em que o bebê está intimamente ligado à sua mãe física e psicologicamente, compreende osnove meses intra-uterinos e um ano pós-uterino1 . Ao voltar para o trabalho após a licença maternidade, a mulher concede a uma outra pessoa ou instituição a responsabilidade de executar tarefas essenciais para a sobrevivência de seu filho, quebrando essa relação direta de dependência entre mãe e filho. A partir deste momento, as limitações do bebê serão complementadas por outra pessoa capaz deproporcionar conforto, proteção, higiene e alimento. Supridas essas necessidades, e somadas a um ambiente estimulante que acarretarão nas maturações das funções inatas da espécie humana, estima-se que a criança se desenvolva plenamente.
Mais que sobreviver, todos sabemos, as relações afetivas são de extrema importância neste processo de desenvolvimento da inteligência infantil. De acordo com Neumann(1905 – 1960) a ausência da mãe durante a fase primal (primeiro ano de vida) representa mais que a perda de uma fonte de alimentos.
Para um recém-nascido – até mesmo quando continua sendo bem alimentado – equivale à perda da vida. A presença de uma mãe amorosa que fornece alimentação insuficiente não é de forma alguma tão desastrosa quanto à de uma mãe pouco afetuosa que fornece alimento emabundância. 2
Gerda Verden-Zöller, psicóloga alemã, dedicou-se à observação e estudo da relação afetiva entre mãe e filho nos primeiros anos de vida e seus reflexos na formação da consciência social e individual da criança. Mais especificamente, a psicóloga observou os efeitos das interações corporais entre esses dois seres, as quais ela definiu como “o brincar”.
O biólogo chileno Humberto...
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