A hora da estrela: do livro para o filme

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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP

ISABELLE DE OLIVEIRA SALUSTIANO
JACYARA PEREIRA MACIEL
MARIANA FLORA DURANTE ASSUMPÇÃO

A HORA DA ESTRELA: DO LIVRO PARA O FILME
 
 
  

SÃO PAULO
2010
ISABELLE DE OLIVEIRA SALUSTIANO
JACYARA PEREIRA MACIEL
MARIANA FLORA DURANTE ASSUMPÇÃO

A HORA DA ESTRELA: DO LIVRO PARA O FILME

 

Trabalho de AtividadesPráticas Supervisionadas (APS) para obtenção de nota semestral no curso de Letras, apresentado à Universidade Paulista - UNIP.

Orientador: Profª Edna Tarabori Calobrezi

  

 SÃO PAULO
2010

“Se há veracidade nela – e é claro que a história é verdadeira embora inventada – que cada um a reconheça em si mesmo porque todos nós somos um e quemnão tem pobreza de dinheiro tem pobreza de espírito ou saudade por lhe faltar coisa mais preciosa que ouro – existe a quem falte o delicado essencial.”
(Clarice Lispector)
RESUMO

Este trabalho  realiza uma leitura crítica da transposição cinematográfica,  efetuada por Susana Amaral, do romance de Clarice Lispector: A hora da estrela.
Para que pudéssemosiniciar esta resenha crítica, analisamos elementos importantes, como o foco narrativo, tempo e espaço, características físicas e psicológicas dos personagens e estabelecemos a comparação entre o que foi observado tanto na obra, quanto no filme.
Trataremos também da relação de fidelidade do filme à proposta do autor, do filme com a obra, as alterações da obra no filme e a colaboração dosrecursos cinematográficos para manter a proposta do autor e da escola literária.

Palavras-chave: Transposição de linguagens, recursos cinematográficos, proposta do autor, escola literária.

SUMÁRIO

1 A HORA DA ESTRELA: DO LIVRO PARA O FILME (RESENHA CRÍTICA)............06

2 REFERÊNCIAS...........................................................................................................10

1 A HORA DA ESTRELA: DO LIVRO PARA O FILME (RESENHA CRÍTICA)

A Hora da Estrela foi o último livro publicado de Clarice Lispector, um pouco antes de sua morte, em 1977.
Em 1985, o livro ganha adaptação de Suzana Amaral para o cinema e que traz no elenco grandes nomes como Fernanda Montenegro, José Dumont e Umberto Magnani.
Para evitar um tom "intelectual", que oafastaria do público, a cineasta optou por omitir um elemento importante da obra: o narrador.
No livro, somos apresentados ao universo de Macabéa pelo personagem Rodrigo S.M. que também é o narrador da história (Narrador onipotente e onisciente). Somos guiados pelo narrador e captamos a atmosfera da obra através de suas palavras. Com a ausência deste personagem no filme, conhecemos e acompanhamosa vida de Macabéa através do desenvolvimento da trama.
Depois das muitas divagações do início do livro, em que o narrador mais se narra do que faz progredir a ação narrativa, enfim ele inicia pelo meio, quando a moça nordestina recebe o aviso de despedida do emprego e vai refugiar-se no banheiro. Assim, o narrador projeta respeitar o tempo do relógio, como se a narrativa fosse sendoconstruída simultaneamente à leitura. No livro  há também flashbacks iluminando o passado, há idas e vindas do passado para o presente e vice-versa. No filme, apesar de a história de Macabéa também começar pelo meio, o tempo é linear e não têm flashbacks, a nordestina não relembra sua infância, nem retorna ao passado através de seus pensamentos.
No filme, a história é urbana, cheia de ambientesabertos (ruas e praças) e ambientes fechados (quarto da pensão, firma do Seu Raimundo, sala da cartomante) e se passa na cidade de São Paulo (é possível constatar este fato quando Macabéa está no metrô e podemos ver ao fundo que se trata da estação da Luz). Apesar de várias cenas serem feitas a luz do dia, a iluminação e a tonalidade do filme sempre nos remetem a dias nublados, sem vida e sem...
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