A historia do parafuso

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  • Publicado : 9 de abril de 2013
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Fonte de pesquisa: ITF: Instituto Tecnológico de Fixação

Apesar do parafuso rosqueado datar do século XV, o parafuso não-rosqueado é bem mais antigo.

Documentos mostram que parafusos não-rosqueados serviram na época romana como pivôs para portas e como cunha (uma barra com um furo no qual uma cunha era colocada para que o parafuso não fosse movido).

Os romanos parecem ter sido também osprimeiros a desenvolver o prego para madeira, feitos de bronze e até prata. Sua rosca era afilada a mão ou consistia de um fio enrolado em volta de uma haste e soldado.
Aparentemente esta invenção desapareceu com o Império Romano, já que o primeiro documento impresso de parafusos consta num livro do começo do século XV.

Mais tarde, no mesmo século, Johann Gutenberg incluiu parafusos entre osfixadores na sua impressora. A tempo os relojoeiros e as armadeiras também dependiam de parafusos. Os cadernos de Leonardo da Vinci, do século XV e começo do XVI, incluem vários desenhos de máquinas cortadoras de parafusos, mas a primeira máquina real para este propósito foi inventada em 1568 por Jacques Besson, um matemático Francês. Pelos fins do século XVII, parafusos já eram componentes comunsnas armas de fogo.

Com estes progressos, o parafuso sem rosca e o conceito de rosca estavam à mão, mas a porca viria mais tarde, assim como a idéia de colocar rosca e a porca no parafuso.

A primeira referência impressa de porca rosqueada apareceu no fim do século XVI e começo do século XVII. Como os primeiros parafusos, as primeiras porcas eram feitas à mão, sendo extremamente grosseiras.Aparentemente no início do século XVII porcas eram colocadas nos parafusos da época, que tinham lados retos e uma ponta cega.

Um livro de 1611 menciona em inglês "a porca para um parafuso".

Mas para a rosca da porca combinar com a do parafuso era uma questão de sorte, quando dava certo a porca e o parafuso eram deixados juntos até serem instalados numa máquina ou numa construção.

Pode-sesupor que foi só com a Revolução industrial que as porcas e parafusos tornaram-se comuns entre os fixadores. Se numa época tão abrangente pode ter havido "um início", este foi com a invenção da máquina a vapor em 1765 por James Watt.

Ficou claro aos fabricantes de máquinas na época que fixadores rosqueados eram cruciais para um eficiente desempenho mecânico, para fácil montagem e para asseguraroperações de responsabilidade.

Várias invenções bem conhecidas da época dependiam extensivamente de fixadores rosqueados.
Entre eles estava a maquina de tecer de James Hargreaves e o descaroçador de algodão de Eli Whitney.

Foi Whitney que mostrou em 1801 o caminho para o próximo conceito fundamental: a intercambialidade das partes.

Naquele ano, ele se apresentou a um grupo de oficiais emWashington que incluía o presidente e o vice Jefferson.

Ele empilhou várias partes idênticas que constituíam uma mosqueta e pegando uma peça de cada pilha, montou rapidamente em questão de minutos uma mosqueta completa.

A idéia foi tão bem aceita que logo foi fator importante do sucesso de várias outras invenções, entre elas a pistola de mão de Samuel Colt, o martelo hidráulico de JamesNasmyth e a máquina de costura de Elias House.


Um problema que persistia até o século XIX era a falta de uniformidade do rosqueamento de porcas e parafusos. Até o fim do século XVIII a técnica padrão para formas de roscas largas era a colocação de uma matriz ou de um instrumento de corte contra um parafuso quente sem rosca.

Roscas menores eram cortadas por um torno mais primitivo. Geralmente oinstrumento cortante tinha que ser mantido contra o "blank" pelo operador, o que significava ser virtualmente impossível obter roscas uniformes.

Por volta de 1800 o torno mecânico foi aperfeiçoado com deslizadores e com conjunto de engrenagens de tal forma que a rosca do parafuso de chumbo podia ser reproduzida com boa acuridade, mas ainda não havia um sistema para adequar o número de fios...
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