A hipnose e os estados de consciência

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  • Publicado : 25 de março de 2013
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Introdução
O objetivo do trabalho aqui reunido é apresentar uma breve descrição do que é a hipnose, tentar elucidar uma descrição de seu processo funcional, que é o mais amplo e varia inevitavelmente á cada sujeito. Apresentando-a como um estado de consciência específico, onde ocorrem diferentes níveis de profundidade de transe (hipnoidal, leve, médio e profundo ou sonambúlico) e que secaracteriza por um alto grau de sugestionabilidade. Contudo existem transes naturais dos quais as pessoas entram e saem no decorrer das atividades cotidianas sem perceber. Cada nível é por convenção delimitado por diferentes tipos de fenômenos hipnóticos. Porém sabe-se que tal definição não passa mesmo de uma necessidade teórica. Na prática faz-se possível perceber manifestações de fenômenos hipnóticoscaracterísticos de um transe médio ou profundo, estando o sujeito apenas em estado de transe leve, entre outros.
Sobre os estados de consciências apresentarei também uma descrição geral suficiente para que se compreenda o assunto situado como ponto de partida deste trabalho. Estes são, entretanto os mais diversos e aparentemente os mais comuns a todo sujeito humano. Como se sabe trata-se de umassunto antigo muito popularizado e vinculado aos mais diversos tipos de crenças e práticas espalhadas por todo o planeta. Cada diferente prática está contextualizada em meio a sua região e identificação sociocultural específica. Envolve assuntos considerados polêmicos como a utilização de certos tipos de drogas, na tentativa de indução de transe ou estado alterado de consciência psicodélico. Ondeusuários de tais práticas relatem obter mudanças substanciais e mantidas operantes durante a experiência restante de vida. Padrões de comportamento podem ser permanentemente mudados, tanto como o reconhecimento e a interação com a realidade inteiramente modificados.
No âmbito das práticas religiosas, como a meditação ou os fenômenos de cura através de milagres divinos, o assunto também apareceevidente para alguns, enquanto para outros permanecem encobertos por seus “véus” revestidos de suas crenças. Porém não cabe a mim, aqui defender ou refutar tais posições. Trata-se de experiências válidas para quem as vive e tal fato não pode de modo algum ser deixado de lado.
Apenas recentemente os estados alterados de consciência vêm adquirindo papel importante de caráter científico mediante acomunidade atual. E tal aprofundamento tem contribuído aos mais esclarecidos descobertas, desmistificações e novas compreensões acerca de um fato tão corriqueiro a psique humana.
Tais experiências representadas como estranhas, místicas, transcendentais e etc. devem suas explicações muito aos estudos sobre hipnose e suas aplicações, pois ela pode também ser auto induzida. E é nesse panorama queprocurarei expor as minhas ideias aqui concebidas.

A Hipnose

O termo hipnose foi cunhado pelo médico e pesquisador James Braid (1795- 1860), que o deu em homenagem ao Deus do sono Hypno. Pois acreditava se tratar de um estado induzido semelhante ao sono. Contudo sabe-se hoje que a hipnose não se trata de uma espécie de estado de sono. Ambos caracterizam-se como estados de consciênciaclaramente distintos. Existe o estado de sono fisiológico e o estado de consciência de vigília que apresenta expressões em ECG diferentes dos estados ou transes hipnóticos. Estes dois primeiros são de fato os mais usuais e conhecidos a nós. Expressam uma mudança psico-cerebral variável, de acordo com as sensações mentais, emocionais e inconscientes de cada sujeito e relacionam-se assim com a atividadeelétrica do cérebro. O estado de transe trata-se, portanto de um estado de transição situado entre o estado de sono e de vigília e que não se toma por nenhum dos dois. Esse breve momento será artificialmente induzido e prolongado pelo hipnotista.
Atualmente os cientistas pouco sabem dizer sobre a trajetória que leva o cérebro humano a esse estado. Indica-se uma estrutura cerebral que se aproxima...
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