A guerra da independencia da espanha e goya

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UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE


CURSO DE HISTÓRIA
TURNO NOITE

Faltou cronologia...de Goya e da Espanha
CONTEMPORÂNEA I


PROFESSOR: Daniel Aarão Reis Filho


A Guerra de Independência de Espanha, a Guerrilha e Goya: O Nascimento do Sentimento de Nacionalismo Espanhol e os Retratos da Guerra – 1808-1814.
Ana Cristina Zecchinelli Alves e Matr.: 30802225
MaurícioCunha Ferreira Matr.:30802234


RIO DE JANEIRO
2009

Goya (1746-1828), um dos maiores pintores espanhóis, vivenciou as modificações de seu tempo e as retratou em telas e gravuras, fixando para a posteridade a leitura dos fatos e dos atos cometidos pelos homens na história. Personagem importante na corte espanhola, ‘Primeiro Pintor da Câmara do Rei’, viveu entre ospoderosos, mas soube entender e retratar seu povo, sua Espanha: alegria e tristeza, paz e guerra, pobreza e riqueza, simplicidade e aristocracia, a beleza e a feiúra, a inocência e a vilania, o cotidiano do povo e os refinos e a podridão da corte. Serviu sob quatro reinados: três reis de Espanha – Carlos III, Carlos IV e Fernando VII, ‘El Deseado’ e José Bonaparte I,. O rei imposto por Napoleão.Goya tinha personalidade forte e gênio arrebatado, mas sabia planejar sua carreira. Sua genialidade decorre tanto de sua capacidade de captar e repassar para as suas obras a realidade do mundo à sua volta, como por transmitir em seus retratos as posturas psicológicas de seus retratados, e ainda pela variedade de técnicas e estilos que executava.
Tendo ficado surdo aos 46 anos, devido a umadoença desconhecida, tornou-se triste e amargurado, passando a ver a vida e refletí-la em suas obras de forma mais amarga e realista. Em seus últimos anos, no isolamento da Quinta Del Sordo e no exílio em Bordeaux, cria as chamadas “pinturas Negras” série de retratos escuros, visões sinistras e imagens grotescas. De pensamento iluminista e a favor de mudanças na Espanha, durante a guerra continuaa pintar para a nova corte, jurando lealdade ao novo rei, recebendo honrarias, tendo que se retratar junto aà Fernando VII mais tarde por ser considerado um “afrancesado”. Quando do retorno de Fernando VII ao trono, Goya teve que se retratar[1], pelo apoio a José I.
Dentre as obras de Goya que fazem referência a esse período foram escolhidas a série “Os Desastres da Guerra” (1810-1814), eas telas 02 de Mayo de 1808 e 03 de Mayo de 1808, pintadas “... para perpetuar por medio del pincel las más notables y heroicas acciones o escenas de nuestra gloriosa insurreición contra el tirano de Europa”[2],

Espanha 1808: Inicio da Guerra de Independência

O CONTEXTO:

EUROPA:
Napoleão dominava a Europa e havia decretado o Bloqueio Continental. Em 1807, surge o Tratado deFontainebleau[3], entre França e Espanha, pelo qual se decide:
- a divisão de Portugal em três partes, e a nomeação de Godoy - braço direito de Carlos IV e real administrador de Espanha - como príncipe de Algarves;
- a permissão para a passagem e localização dos exércitos napoleônicos pela Espanha e na fronteira portuguesa; e ainda
- o aporte de um corpo do exército espanhol àshostes francesas.

A SITUAÇÃO ESPANHOLA:
Em 1808 a monarquia hispânica era um conglomerado de territórios submetidos ao domínio feudal dos aristocratas, da Igreja e da própria família real, com tradições de reinos diferenciados, e com diversos vice-reinados de extensas possessões de terras na América. Reina Carlos IV e Manuel Godoy é seu braço direito, e deseja fazer as reformas ilustradas,às quais se opõem os absolutistas partidários do Príncipe das Astúrias (futuro Fernando VII). Conspirando contra Calos IV e Godoy, os partidários do príncipe incitam o povo à revolta. Ocorre o “Motin de Aranjuez”, em que Godoy por pouco não perece. Carlos IV abdica em favor do filho, Fernando VII.
Napoleão intervém convocando todos à Bayona, fazendo com que os dois reis abdiquem e...
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