A geografia escolar

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DANIEL ARAUJO SOMBRA SOARES
ÉRIC AUGUSTO DE SOUZA MENEZES
JOÃO FRANCISCO DOS ANJOS ALBINO
MADSON JOSÉ NASCIMENTO QUARESMA

SEMINÁRIO DE INTRODUÇÃO AO ENSINO DA GEOGRAFIA
Análise das ideias de M. M. Oliveira em “A Geografia Escolar: reflexões sobre o processo didático-pedagógico de ensino.”

Belém
2009
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
FACULDADE DEGEOGRAFIA E CARTOGRAFIA
CURSO DE BACHARELADO/LICENCIATURA PLENA EM GEOGRAFIA
TURMA: 035020
Daniel Araujo Sombra Soares, Éric Augusto de Souza Menezes, João Francisco dos Anjos Albino e Madson José Nascimento Quaresma.

SEMINÁRIO DE INTRODUÇÃO AO ENSINO DA GEOGRAFIA
Análise das ideias de M. M. Oliveira em “A Geografia Escolar: reflexões sobre o processo didático-pedagógico de ensino.”Trabalho apresentado à disciplina
Introdução ao Ensino da Geografia , como
requisito de avaliação orientado peloprofessor Clay Chagas.

Belém
2009
ÍNDICE

Resumo _____________________________________________________________ p. 03
Introdução ___________________________________________________________ p. 04
I – O Ensino crítico e manutenção dos problemas do ensino tradicional ___________ p. 06
II – O Ensino crítico: novos problemas_____________________________________ p. 08
III – A Escola: espectro do Estado ________________________________________ p. 13
IV – O Livro didático __________________________________________________ p. 17
V – Uma educação emancipadora _________________________________________ p. 19
Considerações finais ___________________________________________________ p. 20
Referências bibliográficas_______________________________________________ p. 22

Resumo
A presente análise tem como base as ideias centrais defendidas no artigo “A Geografia escolar: reflexões sobre o processo didático-pedagógico do ensino” de Marlene Macário de Oliveira (2006). Nosso objetivo não é simplesmente corroborar com as teses da autora, mas antes, provocar discussões com abordagens de outros autores com opiniões convergentes edivergentes a de Oliveira. Os questionamentos dizem respeito à função alienante do ensino da Geografia, tanto no “modo tradicional”, como na nova “forma crítica”; ao papel do livro didático, bem como da própria instituição Escola; e, principalmente, sobre o que se deve buscar para alterar este quadro insatisfatório.

Palavras-chave: Essência geográfica, (Des)alienação, Escola, Estado, Educaçãoemancipadora.

03
Introdução

Há certa concordância entre os diversos autores consultados1 sobre a função historicamente destinada ao ensino da Geografia. Delineada no recém-criado Estado Alemão, à Geografia Escolar coube um papel ideológico de dissimulação, de ocultação da realidade. Um discurso classista com objetivos políticos, militares e econômicos bem definidos, travestido de práticapedagógica. Seu objetivo maior era impedir que as massas – a futura força de trabalho, encenada pelos alunos – tivessem acesso a informações – e a Geografia está repleta destas – as contribuíssem para um processo de emancipação do sistema pré-estabelecido. Esta temática já foi amplamente debatida e teve seu brilho maior na figura de Yves Lacoste, com seu famoso “A Geografia – Isso serve, em primeiro lugar,para fazer a guerra”.
As argumentações introduzidas neste debate por Marlene Macário de Oliveira mostram, entretanto, que o projeto educacional idealizado por Lacoste, Milton Santos, Massimo Quaini, Vesentini e outros, ao qual podemos chamar de “Geografia Escolar Crítica” não tem conseguido superar as limitações apontadas naquele ensino de outrora, o ensino tradicional. Ao contrário, o que a...
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