A geografia do crime

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A geografia do crime no Brasil

Maceió é a capital mais violenta do Brasil, assim como Alagoas é o estado mais violento do país
10 de junho, 2011
Mesmo para os padrões do Nordeste brasileiro, o estado de Alagoas é marcado pela pobreza e extrema desigualdade. Com 107 assassinatos para cada 100 mil habitantes, Maceió é a capital mais violenta do Brasil, assim como Alagoas, com 60 homicídiospara cada 100 mil habitantes, é o estado mais violento do país. Trata-se de um lugar onde se cultiva açúcar e se cria gado, onde os cortadores de cana acertam suas contas com os próprios punhos e facas e os bem-relacionados escapam de punições utilizando assassinos contratados, diz a revista Economist.
Turismo x violência
O turismo oferece as melhores chances de desenvolvimento de Alagoas, mas seustatus como a capital do crime do Brasil põe isso em risco. Autoridades, no entanto, tentam salientar que os alagoanos matam uns aos outros, e não quem vem de fora, e que os crimes acontecem nas favelas, e não nos lugares bonitos. A taxa de assassinatos no Brasil praticamente não se moveu durante a última década, ficando em torno de 26 para cada 100 mil habitantes. Mas, de acordo com o think-tankInstituto Sangari, de São Paulo, a geografia do crime mudou. Em 1998 São Paulo e Rio de Janeiro eram mais violentos do que a média; Alagoas, não. O estado, com suas dívidas e força policial fraca, corrupta e frequentemente em greve, às vezes esteve perto de virar uma terra sem lei.
Erradicação da pobreza extrema
Mas as coisas estão começando a melhorar em Alagoas. O Banco Mundial, que em 2009emprestou US$ 195 milhões para estabilizar as finanças e melhorar a gestão do estado, disse que as metas do empréstimo vêm sendo cumpridas. Agora, ambos estão trabalhando em um projeto para erradicar a pobreza extrema. A Economista ressalta ainda que o mapa da violência no Brasil pode mudar mais uma vez caso o Pará seja mesmo dividido em três. Com isso, Marabá, que se tornaria a capital do novoestado de Carajás, herdaria o título de capital mais violenta do país, no lugar de Maceió.
A globalização do crime
Nesse último capítulo, vamos complementar os fluxos materiais no espaço global: os fluxos de drogas e dinheiro ilícitos, tráfico de pessoas, corrupção, fabricação e tráfico ilegal de armas, fazendo des­ses exemplos uma oportunidade para destacar algunsfatores responsáveis pela ampliação das redes criminosas globais e suas diferentes formas de atuação com o adven­to dos usos das tecnologias da informação. Quais são as ações adotadas no Brasil e no mundo, na pre­sente década, para combater o tráfico de drogas? Vocês acreditam que o consumidor de drogas tem consciência de toda a violência embutida em seus processos de financiamento, produção ecomercialização?
Os fluxos das drogas ilícitas ou narcotráfico
O mecanismo de funcionamento do narcotráfi­co engloba várias regiões (e mesmo territórios inteiros), que podem ser divididas em produ­toras e consumidoras de drogas. As regiões dedicadas à produ­ção das drogas estão situadas, em sua maioria, nos países em desenvolvimento, por dois prin­cipais motivos: 1. Apobreza generalizada desses países, re­sultado da posição que eles ocupam na di­visão internacional do trabalho, acaba for­çando parte da população ao cultivo e ao beneficiamento das matérias-primas que darão origem às drogas (papoula, coca, maconha etc.), já que os empregos lícitos são escassos e de baixo rendimento. Às ve­zes, as ocupações ligadas às drogas apre­sentam-se como única opção de rendapara muitas pessoas em países deste grupo; 2. Nos países ainda mais pobres, de escassos recursos financeiros, os grandes controla­dores do tráfico encontram terreno fértil para influenciar os órgãos de repressão dessas atividades (a polícia, o Exército, entre outras autoridades do Estado) a fazer "vista grossa" para essas práticas ilegais.
Alguns dos efeitos perversos...
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