A fragilidade das escolas brasileiras

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  • Publicado : 20 de maio de 2012
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A FRAGILIDADE DAS ESCOLAS BRASILEIRAS

Devemos sempre ter em mente a posição social ocupada pela escola, como espaço organizado e legítimo, Um lugar que reproduz a sociedade começando pela educação afirma bourdim. Com a ideia de igualdade e as mesmas oportunidades para todos.
Ela é um lugar aos quais todos os membros da comunidade têm acesso, a escola hoje, estáinserida na sociedade, com objetivo de desenvolvimento de jovens e adultos, sendo que durante esse processo de socialização, é que a criança tem a oportunidade de desenvolver a sua identidade e autonomia.
Essas instituições de educação propiciam o desenvolver de uma identidade, sendo que são de origens socioculturais, etnias, hábitos e valores diferentes, fazendo dessa diversidade umcampo privilegiado de experiências educativas, é na escola que ocorre às mudanças fundamentais no seu modo de conhecer a vida.
Mas ao analisarmos a educação pública no Brasil, principalmente o ensino médio percebeu claramente os problemas existentes, e estes passam por todos os setores da escola, os alunos, os professores, a coordenação, todos fazem parte do problema e enfrentam oproblema.
Estes dificuldades já começam na infraestrutura mínima para as escolas, principalmente nas periferias e subúrbios das grandes metrópoles onde a grande desigualdade social. Entre péssimas condições de estrutura física, não ha suporte adequando capaz de receber o aluno educa-lo, e dar a ele motivos de um futuro digno.
Isso é mostrado fundamentalmente nodocumentário dirigido por João jardim (Pro dia nascer feliz) no qual traça um caminho descritivo envolvendo algumas escolas brasileiras. Percebendo que os problemas estão presentes em todos os lugares, se diferem raramente um do outro, devido às oportunidades que cada um tem, mas no final levam ao mesmo destino, o insucesso escolar.

Todos estes problemas se refletem na qualidade do ensinonas escolas publicas. Segundo Pinto 60% dos estudantes da rede estadual de ensino médio estuda a noite, revelando que estes alunos têm que se dividir entre o trabalho e os estudos.
A partir deste dado verificamos que os estudantes de ensino médio não são somente filhos de trabalhadores, mas que são trabalhadores, e que por já serem adultos e terem responsabilidades procuram na escola algoverdadeiro e com sentido, que sirva para alguma coisa.
A história contada pela escola no ensino fundamental, de que estudando o aluno irá conseguir um bom emprego, de que ele tem as mesmas chances que os filhos dos ricos, não cola mais, já não serve, a ilusão acabou, agora eles já são trabalhadores e sabem que só o estudo não os põe em pé de igualdade com os filhos dos ricos.
No ensinomédio o estudante quer algo novo, diferente do ensino fundamental, onde ele era tratado como criança, recebendo amor e carinho do professor, onde o ensino não era o mais importante, agora ele quer a realidade, o concreto, o que possa ser utilizado no cotidiano, algo que se não servir para mudar a realidade, sirva pelo menos para entender o porquê desta realidade tão desigual.
Ao nãoencontrar esta realidade na escola, o estudante acaba por abandoná-la, ou não respeitá-la, pois permanecer durante 4 horas por dia em um local que não possibilita uma aprendizagem útil, sente-se perdidos, sem oportunidades, objetivos, levando a situação de violência que muitas escolas enfrentam atualmente.
Mas o problema não é exclusividade dos alunos, ele também envolve os professores, que nãoestão preparados a falar a verdade, muitos nem a conhecem, pois de tanto contar a mentira da igualdade de oportunidades entre ricos e pobres acabaram acreditando e criando um mundo dos sonhos onde tudo é perfeito inclusive os alunos (segundo o seu modelo de perfeição), onde estes não são capazes de discordar ou querer algo diferente.
Existem professores que acreditam no mundo fantasioso...
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