A filosofia medieval de santo agostinho

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  • Publicado : 2 de outubro de 2012
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O conhecimento das verdades imutáveis e eternas; portanto, necessário Agostinho acreditava que o pensar racional fosse compatível com a verdade revelada por Deus e que, portanto, a filosofia pudesse servir à teologia. Ele foi o principal representante dessa forma de pensar e, através dela, procurou fazer o entrosamento das várias tendências da Patrística - à síntese que realizou, ele mesmo chamoufilosofia cristã, sistematizando uma concepção do mundo, do homem e de Deus, que por muito tempo foi à doutrina fundamental da Igreja Católica.
Agostinho encontrou essa felicidade ou beatitude através da fé e da intuição e não pelo esforço intelectual, ele retoma o grande problema da Patrística a conciliação entre a razão e a fé, entre a filosofia pagã e a fé cristã. Na verdade, seu maiorempenho foi dar uma explicação racional aos dogmas cristãos Agostinho conhecia as ideias dos céticos da Nova Academia platônica (Arcesilau e Carnéades) que ensinavam que se deve duvidar de tudo e que só se pode conhecer o que é provável (probabilismo), sem absoluta certeza da verdade. Ele consegue vencer o ceticismo, aprofundando-o: se duvido, no ato de duvidar tenho consciência de mim mesmo comoàquele que duvida - Se eu me engano, eu sou, pois aquele que não é não pode ser enganado - não posso duvidar de o meu próprio ser, tenho a certeza de mim como existente. Atingindo a certeza da própria existência através da dúvida, Agostinho antecipa Descartes, que formulou sua reflexão doze séculos mais tarde: cogito, ergo sum - penso, logo existo. Agostinho distingue dois tipos de conhecimento:Aquele que decorre dos órgãos dos sentidos que apreendem os objetos exteriores - é mutável, temporal; portanto, não necessário;
. Se considerarmos que o homem é tão mutável quanto às coisas que nossos sentidos percebem, donde virá o conhecimento da verdade e imutável e necessária? Responde o filósofo: da iluminação divina. Outra vez encontramos Platão - na alegoria da caverna, o homem pode conhecera verdade, porque um sol externo a ideia do Bemilumina o mundo das Ideias Agostinho também contesta o maniqueísmo (doutrina de origem persa, segundo a qual o universo foi criado e é regido pela luta entre dois princípios antagônicos com a mesma força: Deus, o bem absoluto e o Demônio, o mal absoluto); ele simpatizou, muito ano, com essa doutrina e, já convertido, continuou preocupado com oproblema do mal: se Deus criou o mundo, como pode existir nele o mal? Ele deve ser perfeito, pois a ideia de bem faz parte da ideia do ser. Deus não pode ser a causa do mal, nem a matéria pode causar o mal, porque foi criada por Ele. O mal, portanto, deve ser exatamente o contrário da ideia de Deus como aquele que é, isto é, o contrário da Ideia do Ser - o não ser. Se for não ser, não tem substância, éapenas ausência do bem. Existe, portanto, um único princípio que criou e rege o universo: Deus. E os maniqueístas estão errados, supondo a existência de dois princípios com a mesma força. Outro problema de difícil resolução, abordado por Agostinho, foi o do livre arbítrio: depois do pecado original (antes o homem era livre, mas tendia naturalmente para o bem), o homem possuía o livre arbítrio, istoé, a possibilidade de escolher entre um bem maior e um bem menor, entre o bem e o mal e entre um mal maior e um mal menor. A vontade pode afastar o homem de Deus, fazendo escolhas erradas. Afastar-se de Deus significa ir para o não ser, isto é, caminhar para o mal. Eis aí o pecado, que não é necessário e deriva, unicamente, da vontade do homem, nunca de Deus. Caminhando para o pecado, a almadecai e não consegue salvar-se sozinha - vem, então, a graça divina para dirigir o homem para o bem, sem, no entanto, privá-lo do livre arbítrio. Sem o auxílio da graça, exercendo o livre arbítrio, o homem poderia escolher o mal. Mas, segundo Agostinho, nem todos recebem a graça; apenas os predestinados à salvação a recebem das mãos de Deus. Esse conceito de predestinação, da dualidade dos eleitos...
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