A felicidade em santo agostinhos

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  • Publicado : 27 de dezembro de 2012
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Uma análise da felicidade nos dias de hoje segundo o que outrora pensava Santo Agostinho
Diane F. Bonet[1]
Felippe G. Martins
Juliana Lopes
Resumo

Este artigo irá mostrar como Agostinho pensava o mal, segundo o filósofo o mal não existe de fato, não possui vida própria, e o que existe é se não o livre-arbítrio do homem. A felicidade é o fim último de qualquer ação humana, todos os homensbuscam ser felizes. Santo Agostinho nos revela a única condição de levarmos uma vida feliz: Esse bem que é a felicidade só é encontrado na amizade de Deus, essa amizade verdadeira pode ser adquirida somente quando se segue uma vida de honestidade e retidão. Segundo seus conceitos de mal e felicidade tentaremos pensar isso nos dias que nos seguem, se realmente Deus atualmente se constitui o únicocaminho que o homem encontrou para a felicidade ou se tudo isso se constituiu apenas uma utopia.

Palavras-chave: Santo Agostinho. Mal. Felicidade. Deus. Atualidade.

Introdução

Nosso objetivo neste trabalho consiste em expor como Santo Agostinho pensava a felicidade dos homens. Uma vez exposto seus conceitos, pensaremos o homem atualmente. Será que nos tempos corridos de hoje o homem sepreocupa em ser feliz (consequentemente bom e justo) segundo o conceito de felicidade em Agostinho? Mas antes, acreditamos ser de suma importância conceituar também seu oposto, o mal. Ao debruçarmos nas obras de Santo Agostinho percebemos uma resposta plausível para a problemática do mal. As perguntas que formula o autor não tarda em ser respondidas de maneira satisfatória: De onde vem o mal? SeráDeus o autor do mal? Para Agostinho de maneira alguma o mal provém de Deus mas do homem. Porém, diante desta resposta carece o autor de mais explicações sobre esta questão, pois, como não pensar em Deus como autor dos males do mundo se é Ele o progenitor do céu e da terra e de tudo que há no mundo, inclusive do homem? Tentaremos responder a tais inquietações, segundo Agostinho, para que outraspessoas possam, dessa maneira, se interessar ao estudo deste grande pensador medieval e também aplicar suas ideias para se ter um vida casta e reta, uma vida segundo os preceitos de Deus.

Conceituando o mal

Antes de adentrarmos no ponto central deste artigo – a felicidade nos dias de hoje – deveremos expor a tese de Agostinho acerca do mal. Excepcionalmente, nesta parte conceitual utilizaremosapenas uma de suas obras mais importantes, O livre-arbítrio, e através dessa comporemos a partir de agora nosso guia para entendimento, no terceiro ponto, de como os homens atualmente buscam a felicidade e se é da maneira correta que Santo Agostinho idealizou em seu tempo.
O discurso de Santo Agostinho sobre a origem do mal ainda permanece atual e pertinente. Acerca do mal Agostinho questiona odesejo do homem como responsável pela malícia de um ato ruim (Santo Agostinho, 2011, p. 32), ou seja, o mal nasce no ato do homem, em sua vontade de ser feliz. Mas o que é o mal, perguntarão os leitores. Segundo o Padre latino o mal não existe, logo, não tem vida própria.
Evódio, seu interlocutor, questiona a prática má como sendo um comportamento que se aprende, mas Agostinho o contesta de maneirabrilhante. Como poderia ser mal a instrução se o objetivo dela é afastar quem se aprende do mal? E como poderia ser um mal a inteligência passível de instrução? Todo ser humano possui a inteligência e se ela é algo bom, logo, não se pode aprender o mal. Vejamos:
Logo, se toda a inteligência é boa, e quem não usa da inteligência não aprende, segue-se que todo aquele que aprende procede bem. Comefeito, todo aquele que aprende usa da inteligência e todo aquele que usa da inteligência procede bem. Assim, procurar o autor de nossa instrução, sem dúvida, é procurar o autor de nossas boas ações. (Santo Agostinho, 2011, p. 27)

Para deixar mais claro digamos que os homens buscam praticar qualquer tipo de ação visando o bem, o homem mata visando seu bem, mesmo que sendo em legitima defesa o...
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