A “febre da fruta” e o fenômeno pluriativo frente ao complexo agroindustrial no espaço rural do norte fluminense.

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  • Publicado : 7 de julho de 2012
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A “Febre da Fruta” e o fenômeno pluriativo frente ao complexo agroindustrial no espaço rural do Norte Fluminense.

O espaço rural do norte fluminense é conclusivamente um espaço estagnado e a necessidade de implantação de políticas de modernização tornou-se um imperativo, principalmente com o estudo encomendado pela Firjan (Federação das indústrias do Estado do Rio de Janeiro) em parceria como Sebrae – RJ (Serviço Brasileiro de Apoio ás Micro e Pequenas Empresas), que visava identificar as potencialidades e indicar possíveis ações estratégicas para a dinamização do espaço fluminense. Esse estudo identificou na região norte e noroeste fluminense uma vocação agroindustrial, que foi confirmada por estudos posteriores, e que indicou a fruticultura irrigada como o principal motor dessanova engrenagem de desenvolvimento agrícola (Campo, 1998 e 1999).
Os estudos mostram que a viabilidade da fruticultura irrigada na região advém de seu potencial dinamizador para a agroindústria regional e por sua característica técnicas que se adequão as pequenas áreas, o que permite aos produtores complementar e diversificar atividades tradicionais ao invés de substituí-las. Desta forma épossível notar que a fruticultura trás em seus mecanismos produtivo a questão da pluriatividade. Segundo dados da pesquisa Agrícola Municipal do IBGE / 2003 existem cerca de 6.000 hectares plantados com as culturas de abacaxi, coco, maracujá e goiaba. E o maior volume de produção advém de pequenos produtores com áreas entre 2 e 10 hectares, o que mostra que essa cultura é praticamente realizada porminifúndios representada pela categoria social dos agricultores familiares.
O pólo de fruticultura tornou-se o grande motor modernizador no espaço do norte fluminense com a ajuda de diversos seguimentos de poder. A materialização do pólo ocorre em 2000 com o lançamento do projeto Frutificar/Moeda verde. A dinâmica do projeto muitas vezes parece ser benéfica, mas muitas vezes não vão deencontro aos anseios do pequeno produtor, já que, para que o produtor se qualifique para o credito ele deve mostrar o contrato de garantia de venda de sua produção para uma empresa integradora credenciada pelo governo. O comprador credenciado se compromete a adquirir 100% da produção do produtor, e esse mesmo produtor se compromete a vender 50% de sua produção a empresa credenciada (Fritificar, 2007).A relação de produção entre pequenos agricultores e agroindústria nem sempre é benéfica, pois, os preços de frutas frescas são sempre melhores do que os pagos pela indústria. Essa relação nem sempre benéfica é fruto de uma política que visou primeiro os interesses das agroindústrias e depois os interres dos produtores. Segundo dados do Sebrae (2005) os principais problemas dos produtoressão a falta de assistência técnica e a dificuldade de comercialização.
A dificuldade de comercialização vem acompanhada de outro problema estrutural do programa, pois o baixo incentivo a cultura associativista provoca dificuldades para o pequeno produtor, quando pensado sua entrada no mercado. Pois os preços de frutas frescas são sempre melhores do que os pagos pela indústria. É nessa vertenteque se encontra o problema, já que grandes compradores como supermercados e distribuidores exigem regularidade, volume, diversidade e qualidade[1], o que nem sempre é conseguido pelos produtores individualmente. Um outro problema é que geralmente os compradores têm o poder de influenciar os presos tanto na venda como na compra e acaba impondo parâmetros de produção, que nem sempre esta emconsonância com a realidade vivida pelos pequenos produtores.
O complexo agroindustrial construído na região impõe não só a subordinação dos pequenos produtores a suas diretrizes como impõem novos patamares de qualidades, nem sempre acompanhados pelos produtores. A construção do novo em um espaço historicamente estagnado pode ser visualiza na nova configuração da cadeia produtiva que se instala...
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