A familia contemporânea

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SERVIÇO SOCIAL

KATIANE ALMEIDA ROCHA

UMA ANÁLISE DA FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA

Porto Velho
20/05/2011

KATIANE ALMEIDA ROCHA

UMA ANÁLISE DA FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA

Trabalho apresentado ao Curso de Serviço Social da UNOPAR - Universidade Norte do Paraná, para a disciplina Seminário Integrador.Professores: Lisnéia, Márcia, Sérgio e Adarly.

Porto Velho

20/05/2011

Introdução

A família contemporânea passa por mudanças em muitas dimensões, especialmente nas relações intergeracionais e de intimidade, caracterizadas pela maior expressão dos afetos e busca de autonomia dos seus membros, a embasar a construção subjetiva individual. Neste capítulo sãoanalisadas as principais repercussões das mudanças na família no contexto das transformações sociais desde a segunda metade do século XX, a partir da mutação antropológica como categoria epistemológica a indicar novo direcionamento dos estudos sobre família em contexto de mudança. A hipótese da mutação antropológica em ato põe em relevância o estudo aprofundado das dimensões relacionais na definiçãoteórica da família, uma vez que, articuladas a processos subjetivos e grupais, devem ser consideradas na formulação de intervenções psicossociais e de políticas públicas.

O tema família constitui um desafio às investigações das Ciências Humanas. Ao
longo dos tempos, tal questão está entre as que mais têm causado polêmica. As diversas posições sociais e políticas fazem referência aela, existindo quase sempre uma preocupação em tudo o que lhe diz respeito. Para alguns, a família, como instituição, está relacionada ao inevitável conservadorismo. Outros a consideram um recurso para a pessoa e para a sociedade, por inserir o indivíduo em processos fundamentais da constituição da identidade. Fica evidente o papel central da família em processos humanos, como a formação dos vínculosafetivos com os pais (filiação), com irmãos (fraternidade), avós e tios, cônjuges, etc., os quais possuem grande repercussão para o desenvolvimento da personalidade. Além disso, as mudanças e transições mais importantes do ciclo de vida.

UMA ANÁLISE DA FAMÍLIA CONTEMPORÂNEA

Uma contextualização histórica da instituição família, a partir da idade média, pode possibilitar uma compreensãoda resignificação/reestruturação da família na contemporaneidade. Esta contextualização será apresentada embasada em Poster (1979) que pontua quatro modelos familiares: as famílias aristocrática/patriarcal e camponesa na Idade Média e as famílias proletária e nuclear/burguesa na Idade Moderna O pai/patriarca da família tinha autoridade absoluta. Da mesma forma que, segundo Poster (1979), ocuidado com os filhos eram considerados abaixo da dignidade de uma dama aristocrática, estas se preocupavam em ter os filhos e organizar a vida social. As crianças, amamentadas por amas-de-leite, formavam seus primeiros vínculos com alguém que não pertencia à família.

A FAMÍLIA CAMPONESA

A norma não era uma família extensa, apesar de às vezes
até três gerações viverem na mesma casa. Aprivacidade novamente era desconhecida e não tinha valor. Neste modelo familiar, a autoridade social não estava investida no pai da casa, mas na própria aldeia, ou seja, havia fortes laços de dependência com a aldeia, de tal forma que a sobrevivência não era possível no nível da unidade familiar (POSTER, 1979).
De acordo com Poster (1979), neste modelo familiar, a amamentação era realizada pelamãe mas com escasso envolvimento emocional, como uma tarefa incomodativa e consumidora de tempo. Pode-se dizer que em ambos os modelos, o treinamento de hábitos higiênicos era pouco fiscalizado e o controle da vida sexual na fase genital também era superficial.
Neste sentido, a sexualidade infantil era reconhecida publicamente.

Poster (1979) nos deixa a idéia de que os espancamentos...
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