A escola que muda o munro

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angela CARVALHO

A escola que muda o mundo

Penápolis
2008

angela carvalho

A escola que muda o mundo

Trabalho apresentado ao Curso Pedagogia para a disciplina Articulação dos Eixos Temáticos.

Penápolis
2008

A ESCOLA QUE MUDA O MUNDO

A realidade contemporânea do sistema educacional brasileiro acaba por impregnar no meio acadêmicoo senso de que a escola não é mais capaz de mudar o mundo, mas sim que ela precisa aceitar os fatos e adaptar-se ao momento.
Com isso nos deparamos com um gigantesco número de professores que se acomodaram com a situação e preferiram abafar seus sonhos e ideais, esquecendo-se que, como disse Paulo Freire (2000 apud MOTA; VELOSO; BARBOSA, 2008, p. 3), aos educadores cabe o dever e odireito de mudar o mundo.
Evidenciamos um século soterrado de desigualdades sociais e econômicas gritantes, calamidades assombrosas, surtos de enfermidades intrigantes, além do desemprego e da fome que são fantasmas presentes diariamente nas casas de grande fatia da população. Moramos num país que se encontra em sexagésimo quinto lugar em qualidade de vida, segundo a Organização dasNações Unidas, onde os governantes demonstram pouco interesse na educação e ainda priorizam um currículo escolar tecnicista, que aprisiona e reduz os conhecimentos de cultura humana em formas inflexíveis, gerando cidadãos não-críticos e conseqüentemente de fácil manipulação. Um currículo em que o professor é o detentor do saber e a ele cabe o controle do processo educativo, corroborando para acriação de alunos passivos.
Mas como está escrito em nossa Constituição Federal (1988) “A educação, direto de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualidade para o trabalho”.[1].
Assim, mesmo na atual conjectura, a escola éuma instituição de destaque na sociedade que pode contribuir como instrumento de inclusão social “[...] visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania”[2] (Contituição Federal, 1998), ou de exclusão cruzando os braços diante da atual situação. Cabe a ela escolher ocultar-se ou mudar a história no contexto onde está inserida.
A escola que fará adiferença é a aquela que enxerga além de seus muros. Que assume o seu papel e decide agir reunindo o seu corpo docente, coordenadores, diretores e funcionários intencionando discussões, reflexões e questionamentos diante dos fatos. Que busca criar um currículo escolar reconstrucionista, desafiando os educadores frente aos problemas e temas sociais que rodeiam seus alunos e a si mesmos. Queentende que o aprendizado não é meramente o acúmulo de informações e os conteúdos fragmentos do conhecimento científico escolhidos arbitrariamente por considerarem significativos. E tem consciência de que deve ser vista como o lugar privilegiado da construção do saber, da reflexão, da troca de experiências, da atitude, que ressalta e promove os direitos humanos e, por isso, pode contribuir para atransformação social.
Mas para que isso não fique apenas no sonho de uma escola modelo é imprescindível que exista uma coletividade docente despertada por seus diretores e coordenadores e engajada no empenho de envolver a comunidade em que a escola está localizada, buscando descobrir o seu contexto real. Faz-se necessário atrair os pais e alunos de forma a conhecer suas dificuldades, suacultura, seus problemas sociais e econômicos específicos. E, com base nessa realidade, esse mesmo corpo docente deve refletir e analisar, criando um currículo escolar que consiga concatenar o currículo formal e o oculto num currículo real, que atinja de maneira transformadora seus alunos, sendo o mediador entre os conhecimentos científicos e as necessidades da comunidade.
À escola...
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