A escola dos annales 1929

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CENTRO UNIVERSITÁRIO LEONARDO DA VINCI – UNIASSELVI
CURSO DE HISTÓTIA
PROFESSOR TUTOR –
ACADEMICO –
MATRICULA
PRÁTICA DO MÓDULO III

Resumo Descritivo: A ESCOLA DOS ANNALES 1929-1989

O livro escrito por Peter Burke trata do surgimento da historiografia na França no século XX, onde um grupo de historiadores liderados por Lucien Febvre e Marc Bloch, foi criada para promover um novotipo de historia que resultou na Escola dos Annales. E mesmo depois de seis décadas de sua criação continua a encorajar novos historiadores a inovar em suas pesquisas.

Introdução
O resumo aqui apresentado foi elaborado através da leitura do livro A Escola dos Annales 1929-1989; A revolução francesa da historiografia, que vem com o objetivo de mostrar uma nova forma de escrever a historia,tornando a mais popular e de fácil entendimento aos leitores do século XX. Deixando de lado a política e dando destaque as relações sociais e a vida cotidiana.
Conversa inicial
Bloch e Febvre criaram o que primeiramente foi uma revista para depois ter o titulo de Escola dos Annales, com o intuito de trazer novos historiadores para compartilhar de suas idéias e posteriormente tornarem se seussucessores.
1. O Antigo Regime na Historiografia e seus críticos
Lucien Febvre e March Bloch foram os lideres do movimento que denominado Revolução Francesa da Historiografia. Para conhecer as ações dos revolucionários é preciso conhecer um pouco do antigo regime que eles queriam derrubar. Para uma melhor interpretação não basta apenas observar os quadros historiográficos restritos da situação francesado inicio do século, quando os fundadores da revista eram estudantes, e sim examinar a historia da historiografia na sua longa duração.
Desde os tempos de Heródoto e Tucídides, a história vem sendo escrita sob uma variada forma de gêneros, crônica monástica, memória política, tratados de antiquários. Mas a forma que mais utilizada era a narrativa dos acontecimentos políticos e militares. Foidurante o iluminismo que foi contestado pela primeira vez esse tipo de narrativa histórica.
Em meados do século XIII, um grupo de historiadores escritores da Escócia, França, Itália, Alemanha e outros países começaram a se preocupar com o que chamavam ”historia da sociedade”. Uma historia que não se preocupava com a guerra e a política, mas sim com as leis e o comercio, a moral e os “costumes”, temasque foram destaque no livro do escritor Voltaire Essai sur lês moeurs.
Esses estudiosos abandonaram o que John Milar de Glasgow chamara “aquela face comum dos eventos que recobre os detalhes do historiador vulgar, e passaram a se concentrar na estrutura do sistema feudal e na constituição britânica. Alguns se dedicaram a reconquistar valores e comportamentos do passado conhecido como“cavalaria”, outros a historia da arte da literatura e da musica.
Os historiadores Edward Gibbon em seu Declínio e Queda do Império Romano, integraram a narrativa dos acontecimentos políticos esse novo tipo de historia sociocultural. O efeito da chamada Revolução Copernicana ligado ao nome de Leopold Von Ranke foi marginalizar ou remarginalizar, a historia sociocultural.
Escreveu sobre a Reforma eContrarreforma, e não rejeitou a historia da arte, da sociedade, da literatura ou da ciência.
As novas revistas profissionais fundadas no final do século XIX, tais como Historische Zeitschrift (1865), Revue Historique (1876) e a English Historical Review (1886), concentravam-se na historia dos eventos políticos.
No século XIX, alguns historiadores discordavam, Michelet e Burckhardt que escreveram sobre oRenascimento no mesmo período tinham uma visão mais ampla da historia, do que os seguidores de Ranke. Burckhardt interpretava a história como um campo onde interagiam três forças: o Estado, a Religião e a Cultura, enquanto Michelet defendia 0 que hoje denominaríamos a classe dos subalternos. Em suas próprias palavras “a historia daqueles que sofreram, trabalharam, definharam e morreram sem ter...
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