A escola diante da deficiencia mental

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  • Publicado : 25 de novembro de 2012
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A escola comum diante da deficiência mental

1 INTRODUÇÃO

Presenciamos nas últimas décadas, que as escolas e seus educadores têm se deparado com uma desafiadora questão: a de incluir as pessoas com necessidades educacionais especiais nas salas de aulas da rede regular de ensino.
Vários estudos revelam que, historicamente, até o século XVI, não existia a preocupação da sociedade em ofereceratendimento às pessoas consideradas “diferentes” dos ditos “normais”.
Se adentrarmos a fundo na história anterior ao século XVI, certamente ficaremos horrorizados com a tamanha injustiça feita com as pessoas que nasciam com algum tipo de deficiência ou diferença. Tais pessoas sofriam vários tipos de ações maldosas, pois se acreditava que eram uma obra maligna.
A partir de então, conforme foramocorrendo as mudanças na organização das sociedades, começaram a ter mais zelo para com as pessoas com deficiência. E, foi durante o século XX, que as instituições sociais estenderam o atendimento especializado a este grupo de excluídos, os deficientes.
Falarmos em inclusão hoje, não deve ser no discurso ou no papel, deve realmente ser uma atitude. Devemos acreditar que não existem diferençasentre as pessoas, sequer por elas apresentarem algum tipo de necessidade especial. Todos deviam entender que estamos vivendo numa sociedade inclusiva, e que a escola é o primeiro lugar onde esta prática tem que ser efetivada.
Percebemos que as famílias dos considerados “diferentes”, consideram a escola uma barreira quase que intransponível, pois se deparam com uma carga muito grande dedificuldades de aprendizagem e de preconceitos por parte dos próprios ditos “normais” e por parte até mesmo do corpo docente das escolas. Porém, conhecendo um pouco as características e causas desta lamentável bagagem genética e/ou ambiental, quem sabe, ficará mais fácil de encarar e auxiliar nessa dura realidade vivida por pessoas que carregam essa herança.

2 DESENVOLVIMENTO
    Antes na escola comum umgrupo de alunos identificados como deficiente mental foi historicamente excluído de frequentar o mesmo espaço educacional que os demais. A justificativa era a de que estes alunos apresentavam características fora dos padrões esperados pela escola e, desta forma, ela não poderia satisfatoriamente atender a este alunado. Legitimava-se a exclusão destes alunos por meio dos serviços de atendimentoda Educação Especial (MENDES, 1995; JANUZZI, 2004 citados por VELTRONE; MENDES, 2007).
Conforme Jannuzzi (1985) ao longo do tempo, várias palavras foram usadas em lugar de retardamento. A substituição de uma palavra por outra apenas suaviza temporariamente sua pejoratividade. A nova palavra, em pouco, acabava incorporando os preconceitos da sociedade de cada época.
Atualmente, percebemos que essaconcepção permanece impregnada nas práticas escolares, provocando ações excludentes dentro dos muros escolares. Nos agenciamentos que a escola provoca, percebemos que o aluno com deficiência mental ainda mantém o status de quem é diferente. O fracasso escolar o acompanha e o preconceito assume sua forma mais vil: a exclusão (JURDI; AMIRALIAN, 2006).
    Para a criança com deficiência, apossibilidade de acesso à escolarização traz ganhos inestimáveis. Até pouco tempo, uma parcela mínima dessa população tinha acesso aos bancos escolares e sempre a via de acesso eram as classes especiais ou escolas de ensino especializado, revelando que a relação entre deficiência e ensino especial ainda fazia parte de uma concepção na qual a condição de deficiente por si só definiria a conveniência e anecessidade desse atendimento especializado (JURDI; AMIRALIAN, 2006).
O ambiente escolar apresenta um estímulo à competitividade, à negação das diferenças e uma tendência a valorizar a homogeneidade, enfim, a escola requisita o aluno ideal e realiza suas ações para atender a esse aluno idealizado. Não há espaço para ser diferente e único, e para estabelecer um diálogo com a diversidade. Ao...
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