A escola da república - resenha critica

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  • Publicado : 26 de março de 2013
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O livro, “A Escola da República”, escrito em conjunto por Gladys Mary Ghizoni Teive e Norberto Dallabrida, procura refletir sobre a importância histórica dos primeiros grupos escolares em Santa Catarina. É composto por textos e imagens focalizando os grupos escolares no estado, durante a Reforma Orestes Guimarães (1911-1918). Eles iniciam com a implantação dos primeiros grupos escolarescatarinenses e, em seguida, apresentam aspectos contextuais da Reforma Orestes Guimarães. São destacados principalmente as características da cultura escolar prescrita e colocada em prática nos grupos escolares, procurando apreender os novos saberes e condutas escolares formatados pelo regime republicano brasileiro. Por último, em 2011, o ano do centenário da Reforma Orestes Guimarães, os primeiros gruposescolares são revisitados.
Este livro foi escolhido pois o assunto é de grande interesse, na medida em que grande parte da cultura escolar de hoje, surgiu deste movimento.
Gladys Mary Ghizoni Teive é doutora em Educação pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), com sandwich na área de Currículo Escolar no Centro de Investigaciones Manes, da UNED, em Madri, na Espanha. Atualmente éprofessora de Currículo no Curso de Pedagogia e no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Autora das obras Uma vez normalista, sempre normalista: cultura escolar e produção de um habitus pedagógico (Escola Normal Catarinense - 1911/1935) (Editora Insular) e Modernização econômica e formação de professores em Santa Catarina (Editora da UFSC). É editoraassistente da Linhas, Revista do Programa de Pós-Graduação em Educação da UDESC.
Norberto Dallabrida possui graduação em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (1988), graduação em Pedagogia pela Universidade do Estado de Santa Catarina (1984), mestrado em História pela Universidade Federal de Santa Catarina (1993) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (2001).Realizou estágio pós-doutoral na Université Rene Descartes, Paris V. Atualmente é professor concursado (efetivo) e pesquisador na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). É docente de História da Educação no Curso de Pedagogia e no Programa de Pós-Graduação em Educação na UDESC. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em História da Educação, atuando principalmente nos seguintestemas: Ensino Secundário em Santa Catarina no século XX, Grupo Escolar em Santa Catarina, Escola Nova e Historiografia da Educação.
O título do livro já nos coloca no tempo, final do século XIX, junto como início do regime republicano, quando chegou no Brasil como escolas confessionais, um novo modelo de escola: a escola graduada, que aqui foi chamada de “Grupos Escolares”. Era um modelo totalmentenovo em relação ao que existia no Brasil no período imperial, que eram as escolas isoladas. A partir daí, foram implantadas as escolas graduadas no sistema de ensino público brasileiro, que receberam o nome de “grupos escolares”.
Os grupos escolares, extremamente disciplinantes, eram caracterizados por construções imponentes, feitas especialmente para sua instalação, fazendo parte damodernização do conjunto urbano. Os prédios eram divididos em duas seções, a masculina e a feminina, com pátios e banheiros separados. Tinham também muros altos com portões, que separavam o espaço escolar da rua, e as salas estavam colocadas em forma de “U”, o que possibilitava maior vigilância.
Aparece agora a figura do diretor, representante do grupo escolar perante o governo, com o qual normalmente tinhaligação política, todos homens. Também foram criados os cargos de Inspetor Escolar e de Chefe Escolar, que era seu auxiliar. Eles realizavam inspeções dos grupos escolares, escolas complementares, normal e isoladas, pois o governador afirmava que sem fiscalização não seria alterado o ensino arcaico nas escolas publicas catarinenses.
Era implementada a seriação do conhecimento e relação...
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