A era do conhecimento e seus efeitos nas relaçoes de trabalho.

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  • Publicado : 23 de setembro de 2012
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Matéria: Direito do Trabalho

A ERA DO CONHECIMENTO E SEUS EFEITOS NAS RELAÇOES DE TRABALHO.

(Resenha)

Partindo da observação de que a tecnologia e a informação estão afetando os paradigmas e os pilares das relações econômicas e sociais, fica impossível não haver uma verdadeira revolução no mundo do trabalho, consequentemente no Direito do Trabalho. Enquanto as primeiras tecnologiasindustriais substituíram a força física do trabalho humano, as novas tecnologias baseadas no computador prometem substituir a própria mente humana, colocando máquinas inteligentes no lugar dos seres humanos em toda a escala da atividade econômica. As estatísticas dizem que mais de 75% da força de trabalho na maior parte das nações industrializadas estão desempenhando funções que são pouco mais do quesimples tarefas repetitivas.
Cita o autor, o Prêmio Nobel da economia Wassily Leontief, em uma de suas declarações: “o papel dos humanos, como o mais importante fator de produção, está fadado a diminuir, de mesmo modo que o papel dos cavalos na agricultura foi de início diminuído e depois eliminado com a introdução dos tratores”.
Pondera com muita propriedade que o único setor no horizonte é o doconhecimento, um grupo de indústrias e de especialistas de elite serão responsáveis pela condução da nova economia automatizada da alta tecnologia do futuro. Os novos profissionais – os chamados analistas simbólicos ou trabalhadores do conhecimento – vêm de áreas da ciência, engenharia, administração, consultoria, ensino, marketing, mídia e entretenimento. Os poucos bons empregos disponíveis nanova economia global da alta tecnologia estão no setor do conhecimento. Empresários americanos afirmavam que “a nova geração de ferramentas numericamente controladas por computador marca nossa emancipação dos trabalhadores humanos”.
São criadores, manipuladores e abastecedores do fluxo de informação que constrói a economia global pós-industrial e pós-serviço. Agora a influência dos trabalhadoresdiminuiu significativamente e os trabalhadores do conhecimento tornaram-se o grupo mais importante na equação econômica.
Peter Drucker alerta que o desafio social crítico que se apresenta à emergente sociedade da informação é evitar um novo conflito de “classes entre dois grupos dominantes na sociedade pós-capitalismo: os trabalhadores do conhecimento e os prestadores de serviços”. Embora muitosdos profissionais que formam a nova elite de analistas simbólicos trabalhem nas grandes cidades do mundo, eles têm pouco ou nenhum vínculo com o lugar. Onde trabalham importa muito menos do que a rede global em que trabalham. Nesse sentido, observa-se um deslocamento do poder político, até então regulado e estabelecido através do Estado, para o seio da sociedade civil, que se rebela e transforma acoisa pública nem negócio privado dos diversos grupos e setores sociais. No Brasil, o advento da era do conhecimento e da informação produziu mais estragos do que benefícios no mundo do trabalho, uma vez que ele veio acompanhado de várias mudanças estruturais na economia (abertura econômica, inflação elevada, reorganização administrativa do Estado, etc.), bem como pelo fato de que o nível deescolaridade médio do trabalhador brasileiro é muito baixo, para uma rápida transição para setores que exigem melhores qualificações técnicas e profissionais.
Para Francisco José Soares Teixeira, no Brasil a chegada da era do conhecimento e da informação produziu mais prejuízos do que benefícios no mundo do trabalho, uma vez que ele veio acompanhado de varias mudanças na economia, bem como pelo fatode que o nível de escolaridade médio do trabalhador brasileiro é muito baixo, para uma rápida transação para setores que exigem melhores qualificações técnicas e profissionais.


A AGREGAÇÃO TECNOLOGICA, O DESEMPREGO E AS NOVAS RELAÇOES TRABALHISTAS.

Em primeiro lugar foi criado um novo paradigma de produção industrial, a “automação flexível”, possibilitado pela...
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