A era das revoluções, eric hobsbawm

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Hobsbawm, E, J, The age of revolation, 1992, Lisboa, Editorial Presença.Cap. I

Este ficha provém da leitura do primeiro capítulo da obra “A Era das Revoluções” do autor Eric John Earnest Hobsbawm (nascido em Alexandria, 9 de Junho de 1917) era um historiador marxista reconhecido internacionalmente). Este livro conta várias transformações que aconteceram entre 1789 e 1848. Sendo que ocapítulo que foi estudado debruça-se mais especificamente sobre a década de 1780, as características do mundo nesta época, os acontecimentos mais marcantes, etc. È importante salientar que não se trata de uma obra sobre a Europa e muito menos o mundo, esta obra fala da “dupla revolução”, isto é, a revolução Francesa e a Revolução Industrial (britânica), e a forma como estas foram sentidas.

O capituloinicia-se com uma frase bastante interessante, diz que o mundo naquela época “(…) era, ao mesmo tempo, muito mais pequeno e muito maior do que o nosso.”, esta é a opinião que Hobsbawm acerca do mundo nesta década. Ele refere três aspectos em que o mundo era mais pequeno, primeiramente na dimensão do mundo conhecido na época, os homens nesta altura tinham um conhecimento do mundo e da sua dimensãobastante reduzida com os da actualidade, depois na densidade populacional e a área que essa população ocupava no globo, existia cerca de um terço da população actual, o que levava a que a área ocupada por ela fosse também menor, e por último na estrutura física humana, os Homens tinham uma estrutura mais baixa do que actualmente, podemos confrontar isso com o facto de a maior parte dos recrutas nãoultrapassar o metro e meio de altura, porém não eram mais frágeis do que os de hoje em dia. Mas se o mundo era em vários aspectos mais pequeno, a dificuldade e ambiguidade da comunicação levava-o a uma posição se bastante maior do que ele é hoje. Existia, na época bastante dificuldade na comunicação, porém com a melhoria das estradas, o começo dos caminhos-de-ferro, trouxeram mais velocidade e aregularidade, mas a maioria das viagens terrestre eram feitas a pé, ou em carroças lentas e desconfortáveis, e o transporte de mercadorias eram proibitivo. Isto levou a que o transporte marítimo fosse valorizado, pois era mais rápido, barato e confortável, tendo como único contra a sua irregularidade. O mundo nesta década era de facto bastante vasto, e para alguns notícias dele só chegavam para amaioria por boatos ou por informações governamentais, pois os jornais além de serem de série bastante limitada apenas estavam ao alcance de classes superiores.
Em 1789 o mundo era maioritariamente rural, para mais fácil compreender quatro em cada cinco europeus eram homens do campo. Mesmo na Inglaterra a população urbana só excedeu em 1851 pela primeira vez a população rural. As cidades daprovíncia eram cidades mais pequenas, não deixando de serem menos urbanas pela sua dimensão, e onde como de costume os homens da cidade olhavam com desprezo para os campos à sua volta. As ocupações da cidade e o campo eram muito bem delimitadas, não se deixando confundir, esses homens da cidade também diferiam fisicamente dos homens do campo, vestiam-se de diferente forma, eram mais altos e magros eachavam-se mais vivos e letrados do que os homens que habitavam nas zonas rurais. Apesar deste desprezo todo, e das delimitações, a cidade estava ligada à zona rural devido à economia e a sociedade rural. Depois de ter atingido o auge as cidades da província entraram em declínio, e a partir daí raramente eram uma “cidade-livre”. Porém toda a prosperidade atingida por estas cidades se devia ao campo.O problema agrário foi o problema do mundo em 1789, tendo como centro deste problema a relação ente os que cultivavam e os que recebiam os ganhos desse cultivo quer isto dizer, os donos das terras e os explorados. Por todo o mundo os donos das terras exploravam a vários níveis, de várias formas, mais ou menos acentuadas os seus escravos, os seus servos, usufruindo de uma economia primitiva....
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