A educacao como pratica da liberdade

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  • Publicado : 1 de novembro de 2011
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INTRODUÇÃO
Este trabalho se propõe a expor as reflexões e avaliações elaboradas por Paulo Freire na obra intitulada A educação como prática da liberdade,onde o autor expõe seu método próprio de alfabetização de adultos. A introdução do livro foi escrita por Francisco C.Weffort , que evidencia a forma com que Paulo Freire conseguiu revolucionar a educação e criar um método de ensino totalmentediferente dos modelos de aprendizagem padronizados até então, dedicando muito amor e respeito as pessoas, as quais ele nunca chama de analfabetos mas de alfabetizandos.

Cursos de capacitação foram desenvolvidos para a formação de coordenadores em varias capitais do estado. 20.000 círculos de cultura estavam previstos e a meta era alfabetizar dois milhões de analfabetos.Porém, o Golpe Militarde 64 , interrompeu os trabalhos e reprimiu toda a mobilização já conquistada. Paulo Freire foi preso por 70 dias e depois foi exilado.
Paulo Freire ficou exilado por 16 anos e nesse período participa de diversos projetos de alfabetização de adultos pelos países pelos quais passou. A obra a que se refere este trabalho foi concluída nesse período.
Palavras- Chave:Alfabetização,mobilização,exílio, método.

A obra é composta por 150 páginas, distribuídas em introdução e 4 capítulos. Refere-se a educação e a atualidade brasileira.
Os capítulos são intitulados:
1.A Sociedade Brasileira em Transição
2.Sociedade Fechada e Inexperiência Democrática
3.Educação ‘’Versus’’ Massificação
4.Educação e Conscientização
No primeiro capítulo Paulo Freire apresenta sua interpretação sobre asforças políticas que disputavam o poder no inicio da década de 1960. Para ele sua filosofia tem caráter existencial,ou seja, existir é diferente de viver,porque existir é mais do que estar no mundo.É estar no mundo e com o mundo. Existir engloba o transcender, o dialogar, o discernir. O homem integra-se ao seu contexto herdando e adquirindo experiência e lançando-se em um domínio que lhe éexclusivo – o da História e o da Cultura.
Para Paulo Freire integração e acomodação são coisas muito distintas. Para ele a integração é o resultado da capacidade que o ser humano tem de ajustar-se a realidade e transformá-la. O homem sujeito é o homem integrado,ativo na sua realidade. O homem passivo é o sujeito adaptado. O homem constroe sua participação na história na medida em que cria, recria etoma decisões.
Paulo Freire observa que o homem simples sente-se diminuído e esmagado, pelo poder das forças da mídia, que o dirige e decide o que ele deve pensar. Esse pensamento faz com que o homem tenha medo, que duvide da sua própria capacidade. Faz com que ele tenha medo da liberdade.
Segundo o autor, o Brasil vivia uma época de transito ,ou seja,a passagem de uma época para outra. Eleafirma que o que fazia com que o país tivesse um alto índice de analfabetismo era o fato de viver em uma sociedade fechada e comandada por um mercado externo. O que causou a ruptura dessa sociedade foi a contradição nas disputas das forças, e essa ruptura causou no homem brasileiro o surgimento de atitudes mais criticas em relação ao que ocorria a sua volta.
Para o autor a única forma deconcretizar essa mudança de pensamento era através de uma educação voltada para a responsabilidade social e política. Paulo Freire queria que todos acreditassem no homem. Queria que o homem se humanizasse e deixasse de ser simplesmente ‘’coisa’’.



O segundo capítulo trata de nossa formação histórico cultural, da formação e condições que desenvolveu nossa sociedade e condições detodo o processo colonizador. Paulo Freire aborda nossa formação histórico-cultural, no que reflete o processo de colonização em modelo de larga escala de exploração. Todo esse contexto avassalador, tem sua herança na base econômica e social do nosso país.E isso nos leva a questionar o seguinte ponto: como um país que cresce com essa dura realidade, pode reverter esse quadro? Na questão política...
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