A educação nos quinhentos, seisescentos e setecentos

A EDUCAÇÃO NOS QUINHENTOS, NOS SEISCENTOS E NOS SETECENTOS
Mário Alighiero Manacorda

RESUMO

Este artigo tem por objetivo, informar sobre as propostas de reformulação na Educação no Período de Quinhentos, Seiscentos e Setecentos, contribuindo assim para o esclarecimento de livros, textos e outros artigos formulados. A educação nos Quinhentos e Seiscentos abrange a escola no contexto dareforma protestante, no momento da contra reforma, abarcando também a educação através da sátira, da utopia e a revolução na mesma. Fazendo assim,uma análise cronológica destes momentos e ideais fazendo uma ligação ao tema proposto.

E no período de Setecentos houve o surgimento de novas tentativas no processo evolutivo educacional e cultural. Através da língua latina buscará transmitir métodosdidáticos , por caracterização da modernização serão considerados como conteúdo ”real” ou “mecânico” ( cientifico-técnico ). Há também a desvinculação do poder totalitário da Igreja sobre a Educação, passando está a ser um assunto do estado. E novos meios de instrução que serviram de base para a Educação que hoje assistimos.




A reforma e a escola
Através dos movimentos populares vistoscomo heréticos, houve uma propagação da instrução bíblica sem mediação do clero. A contribuição de Jan Hus (1374-1415) foi de codificar a ortografia tcheca. Sendo assim, a característica comum dos povos que se rebelaram contra a Igreja de Roma, eram as buscas por novas formas de instrução “popular e moderna”.
Durante a repressão de 1525 potencializada pelo grupo mais radical do movimentopromovido pelos camponeses, que junto aos artesãos e pobres criaram um sistema de ensino popular que envolvia a instrução tanto aos filhos dos ricos quanto dos pobres, por meio de uma pároco, capelão ou mestre que fosse mantido pela verba dos feudos abolidos.
Manacorda ressalta o importante papel de Lutero na Alemanha, por seu forte posicionamento e articulação quanto a inovação do sistema escolar. Oautor transcreve alguns pontos do manifesto que marcou a história da escola alemã, Lutero (1524):


“... caros senhores, cada ano gasta-se tanto em espingardas, estradas, caminhos, diques e tantos outras coisas desse tipo, para dar a uma cidade paz e conforto; mas por que não se investe muito mais ou pelo menos o mesmo para a juventude pobre e necessitada, de modo quepossam surgir entre eles um ou dois homens capazes, que se tornem mestres de escola? (...) mas a prosperidade, a saúde e a melhor força de uma cidade consiste em ter muitos cidadãos instruídos, cultos, racionais, honestos e bem-educados, capazes de acumular tesouros e riquezas, conservá-los e usá-los bem (...) ora homens desse tipo devem ser educados assim desde crianças, como também mulheres dessetipo se educam assim desde pequenas. Portanto, é necessário que meninos e meninas sejam bem-educados e instruídos desde a infância”.




O autor ainda cita mais alguns argumentos de Lutero para a programação de um novo sistema escolar: “Se os pais não podem privar das crianças o dia inteiro, mandem-nos (à escola) pelo menos uma parte do dia (do capítulo: Devem mandar-se os filhos à escola)”.A partir de Lutero as classes das quais antes eram destinadas os saberes catequéticos cristãos manipulados pelo clero, passaram fazer parte ativamente do processo de instrução comum. Pois somente assim ocorrerá desenvolvimento nas atividades de produção e na vida política por meio das massas.

A contra reforma e a escola
Não faltou medidas acerca de instrução da parte da Igreja Católica, o quehouve nesse momento foi uma defesa incansável por parte da Igreja Romana quanto a difusão do ensino as classe menos favorecidas, quanto ao livre-arbítrio, quanto a propagação das Sagradas Escrituras entre a massa popular. Necessário reconhecer o trabalho educativo da Igreja Católica nesta fase contra a reforma.
A medida preventiva e educativa contra os protestantes, foi explicitada através do...
tracking img