A EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA INCLUSÃO ESCOLAR A ESCOLA COMUM INCLUSIVA

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A EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA INCLUSÃO ESCOLAR
A ESCOLA COMUM INCLUSIVA
ELABORAÇÃO
Universidade Federal do Ceará – UFC
APOIO
Ministério da Educação – MEC
Secretaria de Educação Especial – SEESP
ORGANIZAÇÃO
Maria Teresa Eglér Mantoan
Martinha Clarete Dutra dos Santos
Rita Vieira de Figueiredo

AUTORAS
Edilene Aparecida Ropoli
Maria Teresa Eglér Mantoan
Maria Terezinha daConsolação Teixeira dos Santos
Rosângela Machado

Aos Leitores e como Introdução
A Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva foi
elaborada segundo os preceitos de uma escola em que cada aluno tem a possibilidade de
aprender, a partir de suas aptidões e capacidades, e em que o conhecimento se constrói sem
resistência ou submissão ao que é selecionado paracompor o currículo, resultando na
promoção de alguns alunos e na marginalização de outros do processo escolar.
A compreensão da educação especial nesta perspectiva está relacionada a uma
concepção e a práticas da escola comum que mudam a lógica do processo de escolarização, a
sua organização e o estatuto dos saberes que são objeto do ensino formal. Como modalidade
que não substitui aescolarização de alunos com deficiência, com transtornos globais de
desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação, essa educação supõe uma escola que
não exclui alunos que não atendam ao perfil idealizado institucionalmente.
A educação especial perpassa todos os níveis, etapas e demais modalidades de ensino,
sem substituí-los, oferecendo aos seus alunos serviços, recursos e estratégias deacessibilidade
ao ambiente e aos conhecimentos escolares. Nesse contexto, deixa de ser um sistema paralelo
de ensino, com níveis e etapas próprias.
Sinalizando um novo conceito de educação especial, a Política enseja novas práticas
de ensino, com vistas a atender as especificidades dos alunos que constituem seu público alvo
e garantir o direito à educação a todos. Aponta para a necessidade de sesubverter a
hegemonia de uma cultura escolar segregadora e para a possibilidade de se reinventar seus
princípios e práticas escolares.
Este fascículo traz contribuições para o entendimento dessa escola e de sua articulação
com a educação especial e seus serviços, especialmente o Atendimento Educacional
Especializado – AEE. Sua intenção é esclarecer o leitor sobre a possibilidade de fazer da sala
deaula comum um espaço de todos os alunos, sem exceções. Ele vai tratar da interface entre o
direito de todos à educação e o direito à diferença, ou seja, da linha tênue traçada entre ambos
e de como esse direito vai perpassando todas as transformações que a escola precisa fazer para
se tornar um ambiente educacional inclusivo.

SUMÁRIO
AOS LEITORES E COMO INTRODUÇÃO
1. SOBRE IDENTIDADE EDIFERENÇAS NA ESCOLA
2. ESCOLA DOS DIFERENTES OU ESCOLA DAS DIFERENÇAS?
3. A ESCOLA COMUM NA PERSPECTIVA INCLUSIVA
3.1. Mudanças na Escola
3.2. O Projeto Político Pedagógico, Autonomia e Gestão Democrática
4. O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO – AEE
5. ARTICULAÇÃO ENTRE ESCOLA COMUM E EDUCAÇÃO ESPECIAL: AÇÕES
E RESPONSABILIDADES COMPARTILHADAS
5.1. O Projeto Político Pedagógico e o AEE5.1.1. A Organização e a Oferta do AEE
5.1.2. A Formação de Professores para o AEE
6. SALAS DE RECURSOS MULTIFUNCIONAIS
6.1. Conhecendo Alguns Recursos Acessíveis
CONSIDERAÇÕES FINAIS
REFERÊNCIAS
PARA SABER MAIS
ANEXOS

1. SOBRE IDENTIDADE E DIFERENÇAS NA ESCOLA
A inclusão rompe com os paradigmas que sustentam o conservadorismo das escolas,
contestando os sistemas educacionais emseus fundamentos. Ela questiona a fixação de
modelos ideais, a normalização de perfis específicos de alunos e a seleção dos eleitos para
freqüentar as escolas, produzindo, com isso, identidades e diferenças, inserção e/ou exclusão.
O poder institucional que preside a produção das identidades e das diferenças define
como normais e especiais não apenas os alunos, como também as suas escolas. Os...
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