A doutrina do pecado

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  • Publicado : 23 de novembro de 2011
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INTRODUÇÃO
É muito importante que tenhamos uma compreensão adequada do pecado. Muitos erros modernos a respeito da salvação não podem ser sustentados por aqueles que pensam logicamente, se tiverem uma concepção apropriada do pecado. Vimos então a necessidade de se tratar da doutrina do pecado por ângulos que os autores bíblicos não explicitaram em seus escritos. Procuraremos fazer istonesta abordagem, examinar o pecado por uma ótica bíblica que seja relevante para o mundo moderno. Este aspecto é fundamental para uma teologia em nosso tempo. O conceito de pecado vem sendo esmaecido e tratado de forma sentimental.            

A psicologia substituiu o pecado pelo sintoma; a sociologia passou a tratá-lo como irresponsabilidade coletiva; e o direito, como crime. Então, euchego na penitenciária, o camarada cometeu as maiores atrocidades, diz que infringiu o artigo tal do código tal, e eu, como não conheço, olho para ele, simpático, e digo: "Tão bonzinho"

Em principio se faz necessário sabermos o que queremos dizer com "pecado"? Muito da resposta dependerá do próprio conceito de religião que tivermos. Nas religiões mágico-míticas, o pecado é entendido como umatransgressão às regras mágicas ou às da comunidade. Nas religiões de mistério, o pecado é ignorância e a não-adesão aos ritos religiosos. Precisamos de uma visão bíblica correta, bem precisa, para entendermos bem do que estamos falando. O relato bíblico que mostra a queda do homem é a primeira manifestação de pecado apresentada na Bíblia. Fica bem clara, no episódio bíblico, a sua essência:pecado é uma deliberada transgressão da vontade divina.

Foi um ato de desobediência a uma ordem expressa de Deus. A ênfase, na interpretação correta do acontecido, deve ser na proibição e não na árvore ou fruto. Este é circunstancial. Nas culturas antigas encontra-se também a idéia de um fruto proibido. Provavelmente, memória da raça. Seria o inconsciente coletivo. No texto de 3:6, se vê queo pecado faz um apelo aos sentidos: gustação, visão e tato. “Desejável para dar entendimento” mostra a singularidade do homem: ele quer entendimento. Difere da criação que quer subsistência, somente. Entenda-se, porém, que o pecado não é buscar entendimento. Provérbios exorta o homem a ter entendimento. O pecado é buscá-lo em Satanás. Na mitologia grega, Prometeu foi acorrentado no monte Cáucaso,por ordem de Júpiter, onde um abutre lhe comia o fígado. Seu pecado foi roubar o fogo do céu para animar a vida humana. A Bíblia não mostra Adão como um Prometeu buscando progresso ou conhecimento vedado por Deus, mas como alguém que ouve a orientação do Maligno para obter conhecimento.

DEFINIÇÃO

Pecado é desobediência. Desobediência a Deus e não a um líder religioso ou a tradiçõeshumanas. O pecado pode ser descrito como uma árvore de vontade própria, tendo duas raízes mestras: uma é um "não" para Deus e Seus mandamentos, a outra é um "sim" para o Eu e interesses do Eu. Esta árvore é capaz de dar qualquer espécie de fruto no catálogo dos pecados. O egoísmo está sempre manifesto no pecador na elevação de "algum afeto ou desejo inferiores acima da consideração por Deus e SuaLei" (Strong). Não importa a forma que o pecado tome; acha-se sempre ter o egoísmo por sua raiz. O pecado pode tomar as formas de avareza, orgulho, vaidade, ambição, sensualidade, ciúme, ou mesmo o amor de outrem, em cujo caso outros são amados porque são tidos como estando de algum modo ligado ao Eu ou contribuindo para o Eu. O pecador pode buscar a verdade, mas sempre por fins interesseiros,egoísticos. Ele pode dar seus bens para alimentar o pobre, ou mesmo o seu corpo para ser queimado, mas só por meio de um desejo egoísta de gratificação carnal ou honra ou recompensa. O pecado, como egoísmo, tem quatro partes: "(1) Vontade própria, em vez de submissão; (2) ambição, em vez de benevolência; (3) justiça própria, em vez de humildade e reverência; (4) auto-suficiência, em vez de fé"...
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