A cultura do mosteiro hca

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1. A Cultura do Mosteiro - Apontamentos -
2. Após a queda do Império Romano do Ocidente o continente europeu iniciou uma «viagem» que durou cinco séculos. A História designou por Alta Idade Média o período que teve o seu início no século V d.C. e que terminou cerca do ano mil, um ano temido pela premonição do fim dos tempos. Este início de uma nova idade do Homem sobre a Terra, que a Históriaclassificou de Média, revelar-se-ia de grandes conquistas sociais e humanas. No processo criativo do Homem, não foi uma época de definição de estilos ou de produtividade artística, uma vez que a instabilidade política e social nesse tempo de enorme desorientação, após o desaparecimento das referências culturais do mundo romano dificultaram o exercício de contemplação e de criatividade, num mundo emque o importante era sobreviver.
3. As invasões «Bárbaras» do século V
5. Os Reinos da Europa no século V
6. As cidades «adormeceram» com o desaparecimento progressivo da vida urbana. O deslocamento da população para os campos era uma opção ditada naturalmente pela força das circunstâncias. As cidades, como antigos centros de Poder, eram agora alvos preferenciais das incursões bélicas queconduziam à destruição e à degradação social. No século V, os Ostrogodos, Visigodos, Burgúndios, Francos, Saxões, Vândalos e Vikings, chamados bárbaros pelo mundo romano em decadência, introduziram-se em territórios do Ocidente europeu, umas vezes violentamente, outras como colonos, trazendo para locais outrora romanizados um heterogéneo «mosaico» de culturas.
7. Os Guerreiros Bárbaros
8. GuerreiroVisigodo
9. À Igreja, dispersa pelo mundo ocidental e ainda em organização, coube a gigantesca tarefa de exercer uma autoridade cultural. Através de uma intensa actividade pedagógica, criou normas de comportamento sócio-religioso e moral e foi mediadora junto de populações desavindas, compostas por bárbaros dominadores e gente que recentemente aderira à Fé Cristã. A Igreja centralizou a sualiderança no Sumo Pontífice e rapidamente surgiu poderosa entre populações aculturadas, servida por cardeais, bispos e sacerdotes, uma hierarquia de homens competentes, naturalmente seleccionados, que aceitaram professar e trabalhar numa sociedade de muitos perigos, enquanto outros se isolavam na vida monástica, predispondo-se à reflexão em refúgios contemplativos.
10. Destes últimos nasceu aautocrítica no seio da Igreja, bem como as primeiras acções reformistas e a ideia clara do seu papel formativo e informativo que tanta importância veio a ter no desenvolvimento da Idade Média, e na preparação da mudança de um mundo ignorante, pleno de crenças e medos, para um novo mundo de saber empírico e científico. A arte, muito dispersa entre manifestações culturais divergentes, apenas conheceu noséculo VIII alguma coerência na definição de um estilo de representação designado por Carolíngio, excepção possível na unidade do império centralizador de Carlos Magno, rei dos Francos, império que depois se desmembrou nos reinados dos seus sucessores por acção das invasões dos povos normandos e húngaros. Só no século X uma outra tentativa unificadora dos reis da Alemanha, Otão I, Otão II e Otão III,criaria um outro estilo artístico a que a História chamou de Otoniano.
11. As primeiras monarquias e condados surgiam por toda a Europa e às normas de unificação política correspondiam normas de generalização das formas plásticas. A guerra forçou as populações ao abandono das cidades, mas nem o campo lhes ofereceu de imediato a segurança desejada: o roubo, o crime e o envolvimento involuntário emconfrontações bélicas levou-as a procurar protecção continuamente. A terra era objecto de disputa e dividida algumas vezes. Os feitos de guerra levavam os reis a fazer doações e a atribuir títulos nobiliárquicos, que recompensavam os seus guerreiros mais valorosos. Foi para junto destes homens que constituíam uma nova nobreza, que hordas errantes de homens, mulheres e crianças se deslocaram;...
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