A CRISE GERAL DA ECONOMIA EUROPÉIA NO SÉCULO XVII

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  • Publicado: 10 de dezembro de 2013
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A CRISE GERAL DA ECONOMIA EUROPÉIA NO SÉCULO XVII
A crise geral do século XVII provavelmente começou por volta de 1620, atingiu sua fase aguda entre 1640 e 1670. A partir daí as fontes são controversas. É possível que os sinais de ressurgimento já suplantassem as características de crise, embora a persistência da fome, das revoltas, epidemias e outros sinais de transtornos econômicosimpedissem de se falar em completa recuperação entre 1680 e 1720.
A crise não pode ser vista simplesmente como resultado das guerras, já que lugares por onde os exércitos não passaram foram afetados. Parece que as guerras agravaram as tendências existentes para a crise. Em alguns casos representaram mesmo um estímulo, como para a mineração e metalurgia, e para os países não combatentes, mas mesmo nessescasos o efeito indireto pode ter sido ruim, como ter prolongado o período de preços altos, colaborando para a manutenção da crise.
Para discutir as causas da crise do século XVII Hobsbawn estabelece como problema central o fato de a Revolução Industrial dos séculos XVIII e XIX não ter acontecido na seqüência da expansão dos séculos XV e XVI. Para ele, os obstáculos para a expansão capitalistapossuem respostas gerais e particulares, ou seja, para o capitalismo triunfar a estrutura feudal devia sofrer uma revolução, tanto no modo de produção quanto no consumo da mercadoria. Isto requeria longo prazo. Enquanto houvesse predominância do setor rural na economia haveria impedimentos à expansão capitalista.
As antigas teorias que atribuíam a vitória do capitalismo ao “espírito de empresa”eram débeis, uma vez que o mero desejo de conseguir um benefício máximo e ilimitado não produziria a revolução técnica e social necessária. Os obstáculos meramente técnicos para o desenvolvimento capitalista nos séculos XVI e XVII não eram insuperáveis. O que ocorreu foi que nem o capital nem a mão-de-obra foram aplicados em indústrias potencialmente modernos.
Para o autor o resultado maisdramático da crise foi o declínio da Itália. Este declínio mostra a debilidade do capitalismo parasitário em um mundo feudal. Outro fator que o autor aponta é o provável controle que os italianos do século XVI exerciam sobre as massas mais importantes de capital e os seus desastrosos investimentos. Imobilizaram este capital em construções e dilapidaram em empréstimos ao estrangeiro durante a revolução depreços, ou foram desviados das atividades manufatureiras para serem orientados em diversas formas de investimentos. Neste contexto, o trabalho dos financiadores é colocado em questão. O uso de capitais de maneira improdutiva demonstra a falta de opção para fazer bons investimentos dentro dos limites desse “setor capitalista”, já que a maior parte da população européia era economicamente neutra.Hobsbawn pretende neste artigo evidenciar a “crise geral” ocorrida na economia européia no século XVII. Ele propõe uma explicação acerca das mudanças que ocorreram nesta época e como foram superadas. Uma crise geral equivale, em sua abordagem, a uma regressão econômica e houve esta regressão durante o século XVII. O Mediterrâneo perdeu a sua influência econômica, política e cultural.
Aspotências ibéricas demonstraram um retrocesso, com exceção de alguns lugares que operavam no Atlântico. Houve o declínio da Alemanha, da Polônia Báltica, Dinamarca e Hansa. Em oposição a esta situação houve a ascensão das potências marítimas e suas dependências, como a Inglaterra, as Províncias Unidas, Suécia, Rússia e Suíça. A França manteve-se em situação intermediária.
As transações econômicasrealizadas no século XVII, no Atlântico em relação ao Mediterrâneo tiveram grande importância no progresso do Capitalismo. Quanto ao aumento populacional entre os séculos XVI e XVIII, parece não ter ocorrido, uma vez que no XVII houve grande incidência de mortes e epidemias provocadas entre outros fatores pela fome.
O que ocorreu com a produção é algo ignorado. Sabe-se que a Itália, na condição de...
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