A crise da modernidade

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5(6802 A modernidade pode ser identificada ao mesmo tempo com a racionalização instrumental, o individualismo e a ruptura dos sistemas de totalidade. Neste sentido, a modernidade significa a anti-tradição, a derrubada das convenções, dos costumes edas crenças, a saída dos particularismos e a entrada do universalismo, ou ainda a saída do estado natural e a entrada na idade da razão. A produção do artigo ocorre a partir da problematização algumas questões que hoje se apresentam como características da modernidade e da crise na relação homemnatureza. O paradigma da modernidade levará ao colapso da natureza e, conseqüentemente, da própriahumanidade, com seu estilo de vida profundamente arraigado nos modos de produção capitalista. Diante desta evidência, buscou-se levantar alguns conceitos e reflexões que possibilitem uma melhor compreensão dos pressupostos básicos desta intrincada relação do ser humano consigo mesmo, com o outro e, especialmente, com o meio ambiente no qual está imerso. Busca-se a possibilidade de reencontrar umarelação equilibrada do ser humano com a natureza, como caminho de preservação e desenvolvimento da vida. Isso, em meio à crescente ameaça de autodestruição que o homem semeia à medida que esquece valores importantes para o equilíbrio desta relação. Leff mostra que é possível uma trajetória de conscientização, de reação, de crítica, de nova valoração e de nova ética, capaz de levar a humanidade a outroscomportamentos no que tange à sua relação com o planeta, ou seja, a ética da vida. 3DODYUDVFKDYH: Modernidade; ética; racionalidade; natureza; ambiente.

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Doutorando em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Paraná – UFPR; Mestre em Direito pela Universidade de Santa Cruz do Sul/RS – UNISC. Rua Rio Grande do Sul, 825. Cep: 98.700000, Ijui/RS. Tel.: (55) 3332-7726,E-mail: danielr@unijui.tche.br Doutorando em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Paraná – UFPR; Mestre em Administração pela Universidade Federal de Lavras/MG – UFLA. Rua Elói Urnau, 2002. Cep: 85.960000, Marechal Cândido Rondon/PR. Tel.: (45) 3254-7597. E-mail: roesler@ufpr.br Doutoranda em Meio Ambiente e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Paraná – UFPR; Mestre emEducação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR. Rua Ângelo Zeni, 955. Cep: 80520-140, Curitiba/PR. Tel.: (41) 3338-6540. E-mail: bettyprosser@gmail.com

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,1752'8d­2 A partir do contexto da modernidade, com sua racionalidade exacerbada e com a construção dos modos de produção capitalista que resultaram em uma sociedade do lucro e do consumo desenfreados,pretende-se apresentar neste artigo elementos para reflexão sobre as relações entre o homem e a natureza hoje, buscando alternativas para esta realidade que, se a humanidade não mudar seu rumo, prenuncia a catástrofe planetária e a auto-destruição. A racionalidade instrumental, típica da modernidade, que tem como fundamento a ética do ter, apresenta sinais de exaustão à medida que as conseqüências destamesma modernidade vislumbram um horizonte de insustentabilidade e colapso. Muitos pensadores analisam esta realidade e apresentam alternativas, entre eles Leff que, partindo da compreensão da complexidade da realidade, propõe uma nova racionalidade nestas relações do homem com a natureza. A proposta de Leff pode ser considerada uma alternativa para a humanidade, mas exige uma análise maisaprofundada da natureza humana, da formação dos valores e da ética. Como convencer o homem de que o paradigma predominante da modernidade levará ao colapso da natureza e, conseqüentemente, da própria humanidade, se o seu modo de vida atual está tão profundamente arraigado nos modos de produção capitalista, em detrimento de quaisquer outros parâmetros? Diante deste questionamento, buscou-se levantar...
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