A contabilidade da epoca colonial

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Evolução do Pensamento Contábil enquanto conhecimento científico

Neste capítulo conheceremos a origem da contabilidade e dos primeiros pensamentos científicos que a suportaram no passado. Para isso é preciso, em primeiro lugar, se perguntar o que é pensamento ou conhecimento científico e vulgar. Comecemos pelo último.

O conhecimento vulgar ou informação é aquele que permite melhoramentosmuito modestos, pois ele é simplesmente fruto do saber comum, ou seja, as coisas são como são e não são questionadas. Tal conhecimento é seguido e não questionado e por isso se atém na superficialidade dos fatos, pois, não explica a sua essência.

Um exemplo disto é a forma de fazer algo igualzinho ao modo que era feito por nossos antepassados. Isto pode ser bom ou ruim, pois depende do quanto nosbeneficiamos por isso. Não é à toa que uma das definições mais acertadas de “cultura” engloba a idéia da forma como o homem resolve seus problemas na vida cotidiana.

Veja um exemplo prático da relação do homem com os fenômenos da natureza, vento frio ou o calor do sol: o indivíduo que apenas fica exposto a ambos, sofre com a queda ou o aumento acentuado de sua temperatura e por isso tende aadoecer, por instinto de sobrevivência procura abrigo. Na cultura do norte e nordeste brasileiros, o chapéu é um apetrecho de proteção do sol, enquanto que no sul do país, é para evitar doenças respiratórias. Claro que há um toque estético referente ao típico, conforme a cultura sócio-econômica. No sul do país o chapéu é feito de lã ou pêlo de lebre, enquanto no norte/nordeste é de palha ou couro!Enfim, este saber é útil e pouco questionável, mesmo existindo novas tecnologias que garantam o conforto climático.

Já a concepção intelectual procura, por meio da reflexão apurada e entendimento crítico, conhecer o mundo percebido, utilizando adequado caminho para pesquisas que têm um sujeito próprio; esta é denominada de informação científica que gera o conhecimento científico. A ciênciafaz o seu mundo e se distancia infinitamente daquele consideravelmente comum, devido ao ângulo de observação e à forma sobre a descoberta dos fatos, mas também se limita à própria ciência, refaz seus conceitos e supera-se.

Com a contabilidade acontece a mesma coisa, pois todas as suas partes contribuem para que ela seja uma ciência e não uma prática, técnica ou apenas um processo. Ela possui umobjeto próprio, o fenômeno patrimonial, que é estudado através de métodos, por meio de representações, num aspecto específico e geral. Portanto, a contabilidade é uma ciência como as demais ciências, que exige comprovações e universalidade para as ações e realizações do seu pensamento.

Para Antonio Lopes de Sá não há dúvidas quanto à cientificidade da contabilidade e sua convicção de que acontabilidade é uma ciência conseguida por meio de estudos, reflexões e discussões sobre a teoria contábil, quando identifica o que se faz necessário para que um conhecimento seja científico. Sá (1997:35) afirma que:

“a cada exigência da Lógica das Ciências responde a Contabilidade com concretas e objetivas argumentações de enquadramento, ou seja, não há comoduvidar-se da natureza científica de nosso conhecimento, sob pena de negar-se a Epistemologia como guia para as classificações de tal natureza.
O que faz de uma disciplina qualquer sua elevação à dignidade científica não é o arbítrio, mas suas características dentro das convenções filosóficas.
A análise do quadro não permite dúvidas, pois,sobre a natureza científica do conhecimento contábil”.

Outras condições suplementares podem ser acrescentadas e de fato são contempladas por alguns estudiosos como, por exemplo, a de permitir a experimentação.

Aliás, isto foi reforçado, em tese apresentada no V Congresso Brasileiro de Contabilidade, onde Franco (1950, p. 79) defendeu a cientificidade da contabilidade, concluindo a sua obra...
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