A condição humana - hannah arendt

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Resenha

A condição Humana – Hannah Arendt

Vita Activa – “A vida humana na medida em que se empenha ativamente em fazer algo” – “A atividade humana seria o grande pano de fundo da idéia de vita activa”. Arendt. P. 67.

As origens da ação remontam á polis grega, espaço de ação política, através da pluralidade de opiniões. Nas esferas privadas e públicas Hannah pretende realizar umagenealogia da ação política sublinhando a oposição entre a esfera daquilo que é comum (koinon) aos cidadãos – a esfera pública da política – e a aquilo que lhes é próprio (idion) ou do domínio da casa (oikos) – a esfera privada.
Os três conceitos fundamentais que constituem a vida humana, é a temática do livro “A condição Humana”, escrito por Arendt, onde ela enfoca a atuação das esferaspúblicas e privadas na vida da Sociedade.
Os homens agem e interagem uns com os outros no seio de uma vida política em sociedade, isto através do Trabalho, Produção e Ação.

ENTRE DOIS MUNDOS
A condição Humana na atualidade não faz muita diferença dos tempos pré-históricos. Essa consciência não é pelo ter, mas pelo saber.
Pós-modernismo é o nome aplicado ás mudanças ocorridas nasciências, nas artes e nas sociedades avançadas desde 1950. Nasce com a arquitetura e a computação nos anos 50. Toma corpo com a arte Pop nos anos 60. Cresce ao entrar pela filosofia, durante os anos 70, como crítica da cultura ocidental. Hoje se alastra vivendo na moda, cinema música, no cotidiano de cada cidadão.
A sociedade é além do privado e do público o lugar de dissolução de suadiferença.
A linha divisória entre os dois é inteiramente difusa, vemos o corpo de povos e comunidades políticas como uma família, com negócios diários atendidos por uma administração doméstica nacional e gigantesca, diferente do antigo pensamento político que se baseava no mundo comum para a manutenção da vida.
Na Grécia antiga a família era a base da manutenção da vida, se o indivíduonão tivesse família, não poderia obter a ascensão á Polis e conseqüentemente participar da ação e do discurso entre seus iguais.

Para que o individuo fosse elevado a polis era necessário que tivesse uma família e fosse dominador dela, que comandasse, tiranizando sendo opressor, atingindo assim, o nível de que precisava para ser apto a participar das ações do mundo.
Nas famílias doséc. XXI percebemos que a figura central do homem castrador, tirano, foi absorvida, pela sociedade na Polis, transformando este individuo, numa figura hoje não necessária á condição social familiar.
Na atualidade é comum observarmos famílias matriarcais, onde a figura da mulher prevalece como soberana.
O homem passou para uma esfera secundária onde a inversão de papéis se mantém atéos dias atuais. No passado (na vita Activa) – o Homem precisava comandar, ser o senhor da casa, o dono dos escravos. Hoje, é a mulher quem tem esse domínio, talvez por conta da modernidade que vem mudando o perfil das famílias, deixando-as sob o domínio do capitalismo.Isso significa que o surgimento da cidade – estado e da esfera pública ocorreu ás custas da esfera privada, da família e do lar.(Arendt, P.83.).
A história política recente está repleta de exemplos indicativos de que a expressão “material humano” não é simplesmente metáfora inofensiva. O mesmo pode-se dizer sobre inúmeras experiências científicas modernas no campo da engenharia social, da bioquímica, da cirurgia cerebral, etc, todas visando manipular e modificar o material humano como se tratasse de qualquer outromaterial. Esta atitude mecanicista é típica da era moderna.
Não se trata de mera transferência de ênfase. Na opinião dos antigos, o caráter privativo da privatividade, implícito na própria palavra, era muito importante.
Significava literalmente um estado no qual o individuo se privava de alguma coisa, até mesmo das mais altas e mais humanas capacidades do homem. Se o homem vivesse...
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