A Bioeletricidade

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  • Publicado : 6 de junho de 2014
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A BIOELETRICIDADE É VERDE
O setor suco energético e o governo do estado de São Paulo assinaram o Protocolo Agroambiental, que promove a antecipação dos prazos legais para o fim da queima da palha da cana até o ano de 2017.
Essa antecipação e o uso de palha de cana-de-açúcar na geração de bioeletricidade contribuirão para a redução de 62 milhões de toneladas de CO2, somente no estado de SãoPaulo.
Para atingir a mesma economia de CO2, por meio do plantio de árvores nativas, ao longo de 20 anos, será preciso plantar 443 milhões de árvores nativas.
Energia limpa e renovável:
Reduzido impacto ambiental;
Contribuindo na redução de gases de efeito estufa.
A BIOELETRICIDADE É INTELIGENTE
O Brasil pode gerar mais de 13.000 megawatts médios de energia da cana-de-açúcar o equivalente atrês usinas de Belo Monte.
Tempo de construção reduzido
Implantação em 24-30 meses.
Complementar à geração hidrelétrica
A bioeletricidade é gerada durante a safra da cana, entre abril e novembro, que coincide com o período de seca, quando o setor elétrico mais precisa de energia.
Projetos de menor porte e espectro mais amplo de investidores
Atenua os riscos de atrasos e problemas na construção.Fortalece a indústria nacional de equipamentos
Diferente de outras energias alternativas, a bioeletricidade é integralmente baseada em tecnologia nacional.
Disponível no centro de consumo do sistema elétrico
Evita custos e riscos de transmissão da energia distante dos centros de consumo.
Responsável por empregos tecnológicos e distribuídos no interior do país
Promove a geração edistribuição em polos tecnológicos no interior do Brasil.

O QUE É BIOELETRICIDADE
A bioeletricidade é uma energia limpa e renovável, feita a partir da biomassa: resíduos da cana-de-açúcar (bagaço e palha), restos de madeira, carvão vegetal, casca de arroz, capim-elefante e outras. No Brasil, 80% da bioeletricidade vem dos resíduos da cana-de-açúcar.
Cada tonelada de cana-de-açúcar moída na fabricação deaçúcar e etanol gera, em média, 250kg de bagaço e 200kg de palha e pontas. Com alto teor de fibras, o bagaço de cana, desde a revolução industrial, tem sido empregado na produção de vapor e energia elétrica para a fabricação de açúcar e etanol, garantindo a autossuficiência energética das usinas durante o período da safra.
Mas além de atender as necessidades de atender as necessidades de energiadas usinas, desde a década de 1980 o bagaço tem permitido a geração de excedentes de energia elétrica que são fornecidos para o sistema elétrico brasileiro.
Em 2010, a bioeletricidade da cana já ofereceu para os consumidores brasileiros o equivalente a mais de 20% da capacidade de geração anual de uma usina como Belo Monte. Mas temos potencial para ir além.
Hoje, menos de 30% das usinas do setorestão conectadas à rede elétrica como geradoras à rede elétrica como geradoras de energia. Temos um potencial de geração de bioeletricidade equivalente a 3
usinas de Belo Monte. Sem desperdício e evitando emissões de gases de efeito estufa.
A bioeletricidade vem da cana.
Presente no Brasil desde 1532, a cana liderou a economia nacional durante dois séculos, com a produção do açúcar e dacachaça. Nas últimas décadas, a indústria canavieira se reinventou, com novas tecnologias e novos mercados, cada vez mais relevante para o agronegócio e para o setor energético do Brasil.
Em sete anos, de2003 a 2010, o Brasil converteu-se no maior laboratório de desenvolvimento de motores bicombustíveis do planeta, atingindo a marca dos 10 milhões de veículos flex nas ruas, representando 90% das vendasde carros novos e quase metade da frota total.
Em 2009, pela primeira vez o consumo de etanol superou o de gasolina. Internacionalmente, entramos em uma nova fase na história do etanol, que deixa de ser uma experiência unicamente brasileira e passa a ser adotada em mais de 30 países, colaborando com o esforço global pela redução dos gases de efeito estufa.
Somando o poder energético do...