A bela e a fera clarisce lispector

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  • Publicado : 19 de março de 2013
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Uma mulher rica, esposa de um banqueiro sai do salão de beleza do Copacabana Palace Hotel, às quatro horas da tarde. Como combinara com o motorista para buscá-laàs cinco, sai a caminharpela Avenida. Um mendigo, amparado por uma muleta, com uma ferida aberta na perna, pede-lhe uns trocados. Ela não tem, desculpa-se e lhe dáuma nota de quinhentos reais. O mendigo espanta-se e, desconfiado, pega a nota pensando em comida e festa. Elacomeça a pensar se ele, alguma vez, já havia comidocaviar ou idoesquiar na Suíça... Vêm-lhe a mente as palavras: 'Justiça Social'.
Faz uma auto-análise ou análise existencial e constata a mediocridade da suavida...
Faziam tudo por ela. Até o número de filhos, dois, quem decidira foi o marido.
Tem vontade de gritar...Quem era ela? Uma mulher bonita, arremata em leilão:estava no segundo casamento. Casamento que lhe rendia aparecer, com frequência, nas colunas sociais...
Tenta falar com o mendigo, este grita com ela, assustando-a.Ela se pergunta: a mola do mundo e o dinheiro? Pensa: o mendigo não quer dinheiro: queramor....
Concluiu ser também uma mendiga. Não de dinheiro, mas de amor [ omarido tem duas amantes]; que a acham bonita alegre... Considerou-se igual ao mendigo. De repente a mulher sentou-se no chão. O mendigo não entendeu. Perguntou àmulher se estava bem. Ela não sabia.
José, o motorista, disse-lhe:
-Hoje no baile a senhora se recupera e tudo volta ao normal.
No carro, em movimento, olhoupara o mendigo como se fosse seu 'alter ego'.
Essa tentativa de entender as coisas, ela havia abandonado desde menina e, só agora aos trinta e cinco anos, retomado
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