A bagaceira

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2.4 Capitel

Deve-se evitar o uso de capitéis curtos, adotando-se de modo que no contorno C1’, possa ser considerada a altura útil do capitel dc, pois o plano de ruptura à punção estará totalmente dento do capitel.

O Eurocode 2 admite que, mesmo para lajes ou sapatas de altura variável, seja adotada a altura útil na face do pilar.

3 Cálculo das tensões resistentes

As tensõessolicitantes calculadas no item 2 deverão ser comparadas com as tensões resistentes indicadas na norma para os três perímetros críticos C, C’ e C’’.
3.1 Primeira Verificação
3.1.1 Tensão resistente de compressão diagonal do concreto na superfície crítica C (contorno do pilar)




Sendo ; onde uo é o perímetro de um contorno C circunscrito ao pilar e traçado de maneira que o seu comprimento sejamínimo.

Essa primeira verificação é quase sempre atendida, pois o valor de é relativamente alto.

Por exemplo, para um concreto com fck = 25 MPa, tem-se = 4.34 Mp.

Caso isso não aconteça, o concreto pode romper por compressão diagonal, que é uma ruptura sem aviso prévio e deve ser evitada adotando as seguintes alternativas:
• Aumentar o valor de fck;
• Aumentar a espessura da laje;
•Aumentar as dimensões do pilar;
• Criar um capitel em torno do pilar.

3.2 Segunda Verificação
3.2.1 Tensão resistente na superfície crítica C’ afastada 2d da face do pilar, sem armadura de punção (Figura 4)

; onded = altura útil média da laje em cm eρ = (taxa de armadura de flexão aderente na largura c + 6d), onde c é largura do pilar.

Se essa verificação for atendida, significa que oconcreto é capaz de resistir às tensões de tração provocadas pela punção. Caso contrário, antes de partir para a colocação de armaduras de combate à punção, ainda se pode recorrer às seguintes alternativas:
• Aumentar o valor de fck;
• Aumentar a espessura da laje;
• Aumentar as dimensões do pilar;
• Criar um capitel em torno do pilar;
• Aumentar a taxa de armadura de flexão aderente.3.2.2 Tensão resistente na superfície crítica C’ afastada 2d da face do pilar, com armadura de punção (Figura 4)

Quando ou seja, se somente o concreto não for capaz de resistir às tensões de tração provocadas pela punção, a resistência das seções pode ser aumentada usando-se armaduras, de preferência três ou mais linhas de conectores tipo pino com extremidades alargadas (studs), distribuídosconforme Figura 4. Deve-se ter, então:

, onde:

área da armadura de punção num contorno completo paralelo a C’;
espaçamento entre os perímetros de armadura de punção, na direção radial ou na direção perpendicular ao contorno do pilar, conforme Figura 4.
A NBR 6118 recomenda e o ACI 318 exige
u = perímetro crítico ou reduzido no caso de pilar de borda e de canto;
α = ângulo deinclinação entre o eixo da armadura e o plano da laje. Para o caso dos conectores e estribos verticais, sen α = 1.
Seria mais lógico usar o perímetro u, também, para os pilares de borda e de canto, como faz o Eurocode, uma vez que a armadura de punção deve ser distribuída até a borda livre da laje.

- Cálculo da armadura de punção:

A expressão acima mostra que, além da armadura, existe umacontribuição do concreto na resistência à punção. Para o caso de armaduras transversais verticais, chamando de tca contribuição do concreto e fazendo
, tem-se:


(Equação 22)

Fazendo ,a equação acima pode ser escrita da seguinte forma:


,a qual é semelhante à expressão usada para o cálculo da armadura de cisalhamento em vigas, que é

A NBR 6118 limita a resistência de cálculo da armadurade punção:

(p/ conectores) e 250 Mpa (p/ estribos), em lajes com espessura até 15 cm;
, para lajes com espessura maior que 35 cm.

Para valores intermediários de espessuras de laje, poderá ser feita interpolação linear.
3.3 Terceira Verificação

Quando for utilizada armadura de punção, deve-se verificar se num contorno C’’ afastado 2d do último perímetro da armadura transversal, o...
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