A aventura do antibiótico - resumo do filme

A AVENTURA DO ANTIBIÓTICO

Os nossos corpos estão repletos de bactérias. O micróbio divide-se de 20 em 20 minutos, formando enormes exércitos, colônias persistentes de clones que se reproduzem infinitamente. Acima de tudo, as bactérias adoram as nossas membranas unidas e os nossos corpos a 37° C. De fato, os nossos corpos contêm 10 vezes mais micróbios do que células.
Das numerosas espécies debactérias, são poucas as perigosas para o corpo humano. Produzem toxinas e multiplicam-se, provocando infecções que ameaçam a saúde. Os estafilococos, os pneumococos e os estreptococos provocam septicemia, pneumonia e tuberculose.
É difícil imaginar como era a vida antes de surgirem os antibióticos. Nos séculos XVII, XVIII e XIX, a esperança de uma vida era de 30 a 40 anos. Geralmente, aspessoas morriam devido a infecções, tuberculose ou pneumonia, e a todo o tipo de doenças que se curam facilmente, agora. Um exemplo perfeito é a sífilis.
O tratamento para essa doença costumava ser sais de mercúrio, que eram extremamente tóxicos. Depois disso, experimentaram arsênico e sais de metais pesados. Muitos não sabem que, até 1945, os médicos até usavam um parasita responsável pela malária,chamado Plasmódio.
O processo de descoberta dos antibióticos sofreu uma reviravolta quando os cientistas perceberam como as bactérias e os vírus influenciam a propagação de doenças infecciosas. Pasteur e Robert Koch, em particular, descobriram os agentes infecciosos responsáveis pela tuberculose e pela cólera. Mas saber como travar a sua proliferação já era outra história.
Foi só na década de 20que Sir Alexandre Fleming descobriu o primeiro tratamento. O antibiótico é a primeira cura capaz de atacar o micróbio, o único tratamento verdadeiramente mágico na história da humanidade, em apenas alguns anos os antibióticos se tornaram os pilares da vida moderna. As suas enzimas são capazes de feitos até aqui inalcançáveis: penetrar a parede do micróbio e matar as bactérias a partir do interior.Mas, enquanto nos ocupamos em consumir grandes quantidades de antibióticos, as bactérias preparam pacientemente o contra-ataque.
Um dos alunos de Koch, chamado Paul Elrich, observou secções de tecidos ao microscópio de doentes que tinhas morrido de infecção. Descobriu que continham bactérias. Ele coloriu-os com tintas derivadas de um produto químico do carvão, chamado anilina, e reparou que, asvezes, os tecidos não eram afetados, mas que as bactérias mudavam sempre de cor. Concluiu que era possível matar bactérias de uma forma seletiva, recorrendo a corantes.
Os antibióticos não se estrearam na década de 330 como geralmente cremos, na verdade foram as bactérias que inventaram os antibióticos. Durante 99% da sua história o nosso planeta foi habitado exclusivamente por bactérias. Nessemundo primitivo, em que cada micróbio defendia ciosamente o seu território e alimento dos rivais, as bactérias inventaram o antibiótico. Um antibiótico é uma enzima produzida por organismos unicelulares para destruir os adversários.
A década de 30 foi muito ativa em termos de investigação científica. Em 1920, um humilde bacteriologista chamado Alexander Fleming fez uma descoberta muito estranha noseu laboratório, no Hospital de Saint Mary, em Londres. Depois de aplicar o seu próprio fluído lacrimal a uma cultura de germes, reparou que surgiram grandes entalhes na colônia de bactérias, chamou esse fenômeno de lise e passou a desenvolver lisozimas a partir de lágrimas e muco nasal. Mas este primeiro antibiótico natural feito pelo homem era ineficaz em bactérias realmente patogênicas, peloque o processo foi abandonado. Contudo, oito anos depois, em Julho de 1928, Fleming ao regressar a casa depois de umas férias, encontrou algumas placas de Petri com culturas de estafilococos no laboratório onde crescera nelas um estranho bolor. O cientista inglês percebeu que se deparara com um importante fenômeno: o fungo impedira que as bactérias alastrassem. Fleming reconheceu o fenômeno da...
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