A autonomia de professor

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RESENHA: A AUTONOMIA DE PROFESSORES

CONTRERAS, José. A autonomia de professores. São Paulo: Cortez, 2002.

José Contreras é professor da Universidade de Barcelona. Graduado em Ciências da Educação pela Universidade Complutense de Madri e Doutor também em Ciências da Educação pela Universidade de Málaga. É membro dos Conselhos de Redação das revistas Investigación em la Escuela daUniversidade de Sevilha e Temps d’educació da Universidade de Barcelona, autor de diversos artigos científicos publicados sobre teoria do currículo, professores e sobre a pesquisa-ação, assim como também de vários livros dentre os quais Ensenanza, Curriculum y professorado, Introducción crítica a la didáctica, Models d’ínvestigació a l’aula, este último em co-autoria com Angel Pérez Gómez e Félix AnguloRasco.
A educação não é um problema da vida privada dos professores, mas uma ocupação socialmente encomendada e responsabilizada. Neste contexto, a autonomia dos professores, assim como a ideia de seu profissionalismo passou a fazer parte dos slogans pedagógicos, por isso a preocupação de Contreras tem a ver com as formas de pensamento que estão sendo difundidas no que diz respeito aos professorese, por extensão, ao ensino escolar e sua relação com a sociedade. Assim, objetiva esclarecer o significado da autonomia de professores, tentando diferenciar os diversos sentidos que lhe podem ser atribuídos, bem como avançar na compreensão dos problemas educativos e políticos que encerra, o que não quer dizer que o propósito seja puramente conceitual. Pretende captar a significação no contexto dediferentes concepções educativas e sobre o papel daqueles que ensinam.
O presente trabalho encontra-se estruturado em 8(oito) capítulos, organizado em três partes: na primeira, analisa o problema do profissionalismo no ensino, situando essa questão no debate sobre a proletarização do professor, as diferentes formas de entender o que significa ser profissional e as ambiguidades e contradiçõesocultas na aspiração à profissionalidade. Na segunda, discute as três tradições com respeito à profissionalidade de professores: técnico, reflexivo e intelectual crítico. A última é dedicada a estabelecer uma visão global do que se deve entender por autonomia de professores, mostrando o equilíbrio necessário requerido entre diferentes necessidades e condições de realização da prática docente.
Nocapítulo 1 “A autonomia perdida: a proletarização dos professores”, o autor mantém o confronto ideológico, objetivando resgatar uma posição comprometida com determinados valores para a prática docente. Com isso, afirma que para entender as características e qualidades do ofício de ensinar, é necessário discutir tudo o que se diz sobre ele ou o que dele se espera, o que é e o que não deveria ser; o quese propõe, mas que se torna, ao menos, discutível. O tema da proletarização dos professores nos oferece uma perspectiva adequada para essa preocupação. A tese básica deste processo é que o trabalho docente sofreu uma subtração progressiva de uma série de qualidades que conduziram os professores à perda de controle e sentido sobre o próprio trabalho, ou seja, à perda da autonomia.
Deste modo,surgi um processo de racionalização do trabalho, que tem como conceitos-chave: a separação entre concepção e execução no processo produtivo, a desqualificação e a perda de controle sobre o seu próprio trabalho. Ainda elenca discussões sobre a degradação do trabalho educativo, o exercício de controle sobre as tarefas do professor, reivindicação do status de profissional por parte dos professores, aideologia do profissionalismo, bem como sobre o controle ideológico e o controle técnico de ensino. Dessa forma, observamos que a perda de autonomia, que supõe a falta de controle sobre o próprio trabalho, se traduz em uma orientação ideológica, na perda do sentido ético.
No capítulo 2 “A retórica do profissionalismo e suas ambigüidades” Contreras discuti o profissionalismo como descrição e como...
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