A arquitetura da cidade

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  • Publicado : 8 de outubro de 2012
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Rossi, Aldo. A arquitetura da cidade
Cap. 1 Estrutura dos fatos urbanos (itens 1 a 4)
1. Quem é o autor
Nascido em 1931, na cidade de Milão, Aldo Rossi foi um importante arquiteto, sendo um dos responsável pelo grande peso que a arquitetura italiana vai adquirir nos anos de 1970. Em 1959, formou-se em arquitetura na Escola Politécnica de Milão. Rossi ficou conhecido por usar formas puras, comocubos, esferas, cones, etc. Seus principais livros foram: “Arquitetura da cidade” e “Autobiografia científica”. Em 1990, foi ganhador do Prêmio Pritzker, no qual um dos membros do jurado o declarou um poeta convertido em arquiteto. Aldo Rossi veio a falecer em 1997.
2. Quando o texto foi escrito e publicado originalmente
O texto foi escrito e publicado originalmente na Itália em 1966.
3.Resumo do texto
No texto, Aldo Rossi tenta estudar a cidade pelo caminho da arquitetura. Ele utiliza como conceito básico para compreender a cidade o fato urbano e a teoria da cidade. Argumenta que a cidade tem que ser encarada como um artefato, que o entorno da cidade cria sua forma e analisa as funções da cidade a partir do locus. Define a morfologia urbana como a descrição dos fatos urbanos e a“alma da cidade” como a qualidade do fato urbano. O estudo aprofunda as questões das tipologias, da s partes, do locus e da política como escolha da cidade.
Aldo Rossi descreve os fatos urbanos como condicionados a cidade. Reafirma a cidade como uma coisa humana por excelência. Estuda esse fenômeno e destrincha o sistema espacial das cidades, chegando à questão da tipologia dos edifícios. Trabalha oconceito de tipo e modelo, onde o “modelo é preciso e o tipo é mais ou menos vago” levando a conclusão sobre a permanência de tipologias, o que não quer dizer que a forma de se viver permaneça a mesma.
A critica ao funcionalismo e a arquitetura orgânica como correntes principais do modernismo mostra a raiz comum e a causa da sua fraqueza. Rossi mostra que para eles “os fatos urbanos são um meroproblema de organização não apresentam continuidade, nem individualidade, monumentos e a arquitetura não tem razão de ser” e considera esses argumentos puramente ideológicos.
Sua pesquisa sob influencia iluminista nos leva aos Tratadistas. O que quer dizer, que Rossi resgata valores como os da rua, do bairro e do quarteirão, desenvolvidos nos tratados. Discussões que o fazem afirmar a forma, nãocomo uma redução ao momento lógico, mas como afirmava os tratadistas “a bela cidade como boa arquitetura” e também que os fatos urbanos são complexos, pois “é na totalidade que se constrói para si mesmo” e não na parte. As funções são parte da análise da morfologia urbana, mas “o que permanece no fato urbano no momento em que a função perde seu valor é que de fato, muitas vezes, constitui o fatourbano”. “As permanências podem ser consideradas elementos propulsores que ligam à totalidade, ou não fazem ligação nenhuma ao fato do sistema urbano”. Por fim existe uma ligação que será realizada pela história e pela arte, ou seja, pelo ser e pela memória.
As áreas de estudo para o autor são recortes da cidade, remete ao conceito de bairro, que expõem esses elementos vistos acima, logo a área deestudo passa a ser entendida como um elemento qualitativo e sua “unidade é dada fundamentalmente pela história, pela memória que acidade tem de si mesma”. A partir daí crítica o zoneamento tendo como caso Chicago e o plano de Parck e Burges.
Após estudar esses elementos, Rossi, define os elementos primários da cidade. Sendo eles: a residência (mostrando que nenhuma cidade pode ignorar aresidência como componente de sua forma. A residência não é amorfa), as atividades fixas e o trafego, batizando-os de catalisadoras, que originalmente são expressões de funções, porém o desenvolvimento do processo urbano isso se transforma. E sua permanência é memória constituindo um fato urbano. Por exemplo, “os monumento são uma permanência porque já se acham em posição dialética no interior do...
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