A abertura europeia ao mundo

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Escola Secundária de
Disciplina de História

A Abertura Europeia ao Mundo

Trabalho elaborado por :
Ano Lectivo: 2011/2012




Índice
1. Introdução.
2. A Abertura Europeia ao Mundo- Mutações nos conhecimentos, sensibilidades e valores, nos séculos XV e XVI.
2.1 Principais centros culturais de produção e difusão de sínteses einovações.
2.2 As cidades Hispânicas.
3. O Alargamento do conhecimento do Mundo.
3.1 O contributo Português.
3.2 A matematização do real, A revolução cosmológica.
4. A produção cultural.
4.1 A distinção social e Mecenato.
4.2 Os caminhos abertos pelos humanistas.
4.2.1 Valorização da Antiguidade Clássica e consciência de modernidade.
4.2.2 A afirmação das línguasnacionais.
4.2.3 Individualismo, espírito crítico, racionalidade e utopia.

Introdução

Na História da Europa, os séculos XV e XVI constituíram uma época a que os historiadores convencionaram dar o nome de Renascimento. Esta designação surgiu pelo facto de se ter verificado um renascimento da cultura e arte clássicas. A renovação que durante esses séculos se viveu, foi consequência de umritmo evolutivo mais rápido e de um conjunto de inovações – económicas, sociais, politicas, culturais e até religiosas- que então ocorreram.
Recuperando da grande depressão do século XIV, a Europa passou a viver um novo dinamismo produtivo, animado pelo comércio à escala mundial. O dinamismo que se verificara na economia estendeu-se a outros campos, nomeadamente ao cultural, desencandeando umaverdadeira revolução nos saberes e na mentalidade.

A abertura europeia ao mundo- mutações nos conhecimentos sensibilidades e valores nos séculos XV e XVI.
2.1 Principais centros culturais de produção e difusão de sínteses e inovações.

Desde finais da Idade Média que as cidades se tinham tornado centros culturais e cosmopolitas, atraindo letrados e estudantes de regiões distantes. Habitadaspor comerciantes burgueses e menos sujeitas às pressões senhoriais, desce cedo se tornaram centros criadores e difusores de saber. No campo cultural, novos valores se impuseram- os do Humanismo, Racionalismo, Individualismo… -, pondo em marcha uma verdadeira revolução nos saberes e na mentalidade. No campo político, pricipes e reis afirmavam o carácter divino do seu poder, centralizando o poderpúblico.
Foram produzidas através da invenção e da divulgação da imprensa e consequente abertura de oficinas tipográficas, bem como do incentivo, apoio e proteção à produção literária, artística e científica, a título filantrópico. Cidades como Roma, Florença, Veneza, cheias de ricos comerciantes, estimularam o mecenatismo e estimularam a criação literária e artística através do patrocínio deartistas como Miguel Ângelo, Leonardo Da Vinci, Rafael, Bramante, etc.
Outro núcleo cultural importante, na Europa dos séculos XV-XVI encontravam-se na região dos Países-Baixos, que mostrava, já nesta época, um grande dinamismo burguês e comercial, aliado a um espírito pragmático e realista. Nesta região, os principais centros culturais da época foram: Antuérpia, Bruges, Leyden e Liège.

2.2 Ascidades Hispânicas

Nos séculos XV e XVI os povos ibéricos, Portugueses e Espanhóis foram protagonistas das grandes descobertas marítimas e do comércio à escala mundial.
Portugal e Espanha conseguiram do Papado, a troco do pagamento de bulas e de promessas de missionação, o beneplácito para o Tratado de Tordesilhas, que dividiu o Mundo em duas áreas de navegação comercial, em regime de mareclausum. Assim o comercio ultramarino e o exclusivo deste comércio e navegação , tornou Lisboa e Sevilha centros difusoras de novidades e de saberes.
Com o inicío da expansão ultramarina, o ritmo de crescimento de Lisboa, quer em espaço urbano, quer em população, foi extraordinário, esse crescimento foi motivado, principalmente, pelas atividades náuticas e comerciais.
Nos primeiros 40 anos...
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