Weber

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UNIP – Universidade Paulista Estudos Políticos e Sociais

SOCIEDADE E TEORIA DA AÇÃO SOCIAL
INTRODUÇÃO
O conceito de ação social está presente em diversas fontes, porém, no que se refere aos materiais desta disciplina o mesmo será esclarecido com base nas idéias apresentadas por Max Weber1. O referido termo, de acordo com Cohn (1997), é abordado por Weber como central na obra Economia eSociedade, juntamente com outros, tais como, sentido, agente individual e legitimação. Devido ao enfoque introdutório deste material, procura-se desenvolver as demonstrações sobre o assunto que constitui o tema com a mínima inserção de outros conceitos e discussões. Desta maneira o conteúdo deste material inicia-se com a exposição da idéia de Weber sobre o campo da Sociologia, visto que é no momento emque tal teórico apresenta-se como sociólogo que é possível identificar em sua obra o termo tema deste texto. É só a partir da exposição da orientação de Weber acerca de tal área que se busca as primeiras explicitações no que se refere à ação social. O conceito mais ligado ao tema deste material e que, portanto, em seu raciocínio é abordado na seqüência trata-se de sentido, cuja retomada se fazessencial especialmente no que diz respeito às noções de processo de ação, cadeia motivacional e agente. Finalizando-se este documento são apresentados os conceitos e conseqüentes nexos entre relação social, dominação e legitimação.

Para informações mais amplas do que as aqui expostas sugere-se a leitura direta da obra que se utilizou como referência bibliográfica, bem como das obras indicadas notexto de Cohn (1997).

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UNIP – Universidade Paulista Estudos Políticos e Sociais

1. A Ação Social e conceitos correlatos Situando-se a teoria da Ação Social no campo da Sociologia cabe explicar, primeiramente, que Weber nem sempre foi um sociólogo: “Weber definiu-se como sociólogo numa etapa já bastante avançada da sua carreira. E, muito caracteristicamente, o fez numa atitude críticaem face das tendências dominantes da Sociologia” (COHN, 1997, p. 25). Esta atitude crítica diz respeito à contrariedade de Weber aos conceitos coletivos identificados na referida área por tal teórico que, de modo oposto ao que critica, propôs que:
[...] o objeto de análise sociológica não pode ser definido como sociedade, ou o grupo social, ou mediante qualquer outro conceito com referênciacoletiva. No entanto é claro que a Sociologia trata de fenômenos coletivos, cuja existência não ocorreria a Weber negar. O que ele sustenta é que o ponto de partida da análise sociológica só pode ser dado pela ação de indivíduos e que ela é “individualista” quanto ao método. Isso é inteiramente coerente com a posição sempre sustentada por ele, de que no estudo dos fenômenos sociais não se pode presumira existência já dada de estruturas sociais dotadas de um sentido intrínseco; vale dizer, em termos sociológicos, de um sentido independente daqueles que os indivíduos imprimem às suas ações (COHN, 1992, p. 26).

Também é necessário saber que, para Weber, a Sociologia deve ser compreendida como área do conhecimento concentrada na compreensão da ação social, por meio de interpretação e, sendoassim, focada na sua explicação utilizando-se das relações de causalidade entre o desenvolvimento desta ação e suas conseqüências. Desta forma:
A “ação social” mencionada nessa definição é uma modalidade específica de ação, ou seja, de conduta à qual o próprio agente associa um sentido. É aquela ação orientada significativamente pelo agente conforme a conduta de outros e que transcorre em consonânciacom isso (COHN, 1992, p. 26-27).

Para que a citação acima possa ser compreendida satisfatoriamente se faz necessário abordar a noção de sentido. Sobre isso, Cohn (1997, p. 27) em sua interpretação sobre Weber, entende que tal termo “[...] se manifesta em ações concretas e que envolve um motivo sustentado pelo agente como fundamento da sua ação”. A partir daí, o autor (1997) analisa a questão...
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