Vitimas de guerra

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Trabalho de Vitimologia

VÍTIMAS DE GUERRA
Célio Alberto nº 21545709

Índice:

. Contextualização da vitimologia e Filosofias de Guerra;

. Vitimologia como ciência inserida nas ciências criminais a nível internacional;

. Princípios básicos da Vitimologia no âmbito da criminologia internacional;

. Mecanismos de Controlo no âmbito internacional das vítimas de guerra e os seusprotocolos adicionais nos instrumentos jurídicos respectivamente à violação dos direitos fundamentais consistindo na sua tutela internacional como garantias individuais e colectivas;

. Interpretação de como ser refugiado é no fundo ser uma vítima de guerra;

. Bibliografias
Contextualização e Filosofias de Guerra e vitimologia no âmbito criminal

O evento denominado Guerra, já persistedesde os primórdios dos tempos culminando civilizações por territórios, línguas e culturas pelas diversas raças do globo numa contextualização temporal/espacial. O conceito vítima é tão antigo desde os Egípcios para os Gregos e estes para os Romanos até à nossa actualidade de hoje, onde essa vítima ocupava uma posição jurídica pouco relevante num processo judicial. Mas foi com os holocaustos dasGrandes Guerras Mundiais no Século XX que se dinamizou esse conceito através da Vitimologia com o trabalho de Von Henting ”the criminal His victim” onde a vitima se torna num objecto de estudo nunca antes pensado através da suposição de Mendelsohn de questionar o papel da vítima num contexto criminal contemplando assim uma diversidade de tipologias de vítimas perante a crimes diversos onde seinterage com a criminologia envolvendo tanto criminosos como vítimas numa relação factual no processo criminal relativamente à sua produção através do grau participante que esta tem na realização do evento criminal.
Vítimas de Guerra em sentido amplo são todas as pessoas que directamente e indirectamente participaram numa Guerra (civil; regional e local; global); sendo vítimas fatais quando dadascomo mortas (baixas de guerra), como podem ser consideradas sobreviventes ao evento traumático durante e após Guerra que apresentam sintomas de carência alimentar, de assistência médica (a nível individual e colectiva); jurídica e económica a nível externo (refugiados) e interno (civis e combatentes feridos, prisioneiros de guerra) onde se tem como finalidade de dispor de todo o tempo necessário àreabilitação destas vítimas. Vítimas de Guerra em sentido estrito são todas as pessoas que se verifiquem processos de vitimização Pós-traumáticas que transcendem que foi uma vítima que sofreu de danos físicos – torturas, ofensas à integridade física grave através de maus tratos, amputações, baleamentos, estrupos, violência física, etc; danos mentais – danos psíquicos proporcionados pela tortura emaus tratos humanos, sofrimento emocional pela perda de entes queridos aumentando o grau de impulsividade como mecanismo de defesa instintivo agravando um temperamento quantitativo alterado devido às vivências experimentais da guerra justificando assim a sua personalidade patológica levando a condutas de transtorno obsessivo e um défice de interacção social, pois o perigo parece-lhe sempre eminentee a sua vulnerabilidade isola-a inconscientemente onde por vezes a auto-mutilação é um instrumento psicótico de auto-consolação; danos materiais – correspondem á destruição e perda de lares familiares (explosões, incêndios, apropriações, etc…), ou seja; perda de bens patrimoniais por destruição massiva ou por expropriação do Estado ou do País ofensor/invasor que se apoderou dos seus bens porachar necessário, adequado e proporcional por motivos de defesa nacional em repelir ameaça ou de servir como ponto estratégico tanto político como militar, onde a vítima adquiriu ao longo da sua vida e acabou por perdê-la devido ao conflito (fábricas, empresas, prédios, fazendas, entre outras…), no campo jurídico a vítima encontra-se ofendida nos direitos individuais, civis e económicos e por vezes...
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