Visão do behaviorismo sobre transtorno obsessivo compulsivo

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  • Publicado : 17 de abril de 2011
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VISÃO DO BEHAVIORISMO SOBRE TRANSTORNO OBSESSIVO COMPULSIVO

Segundo Cordioli e Constantino (1998), o TOC (transtorno obsessivo compulsivo), é um transtorno crônico e heterogêneo, caracterizado por idéias, pensamentos ou imagens intrusivas que aparecem involuntariamente na consciência do indivíduo, causando-lhe sofrimento e ansiedade.

Estas idéias são seguidas de comportamentos repetitivose ritualizados aparentemente sem sentido (Wielenska et al., 1998).

Rangé et al. (2001), apontam que, de acordo com a quarta edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), da Associação Psiquiátrica Americana, o TOC é considerado como um transtorno de ansiedade.

Segundo Jenike apud Cordioli e Constantino (1998),

A prevalência é de cerca de 2,5% dapopulação geral, tendo maior incidência em classes sociais baixas, entre indivíduos com conflitos conjugais, divorciados, separados e desempregados. É maior entre os familiares de primeiro grau (3 à 7%), é igual entre homens e mulheres, mas é maior em adolescentes masculinos (75%). O início da doença ocorre predominantemente ao redor dos 20 anos, mas há relatos da presença em crianças de até 2 anos deidade (p.235).

Dentro do conceito de TOC, Cordioli e Constantino (1998), caracteriza as obsessões como pensamentos ou idéias intrusivas e as compulsões, como comportamento repetitivo e intencional executado numa ordem ou forma pré-estabelecida.

Segundo Cordioli e Constantino (1998), o ato compulsivo é precedido por uma sensação de urgência, que só é aliviada após o ato compulsivo.

Rangéet al. (2001), afirmam que tanto a obsessão quanto a compulsão, ocupam grande parte do dia de um paciente (pelo menos mais de uma hora por dia), interferindo assim no funcionamento adequado de sua vida.

Esse mesmo autor, afirma que, existe quatro grandes categorias principais no TOC: as compulsões de limpeza, as de verificação, as obsessões puras (pensamentos disrruptivos, repetitivos e deconteúdo sexual agressivo) e a lentidão obsessiva primária (necessidade de se externar com precisão em tudo que é feito, o que toma um tempo considerável).

Segundo Wielenska et al. (1998), uma quinta categoria, seria a de pacientes com compulsões apenas (ordem, colecionismo, simetria, etc.)

Os lavadores ou pacientes com compulsões de limpeza, costumam ser do tipo clínico mais freqüente,respondendo por cerca de 50% dos casos, sendo as mulheres predominantes nesse grupo. Este tipo de paciente tem obsessões de contaminação com sujeira, germes, substâncias químicas diversas, poluição, excrementos e secreções corporais (urina, saliva, fezes). Geralmente evita entrar em contato com essa substâncias e seus rituais de limpeza são muito rigorosos, chegando a lavar as mãos centenas de vezes,usando litros de detergentes por semana, muitos rolos de papel higiênico por dia e tomando vários banhos por dia. O paciente justifica seus rituais como uma forma de evitar câncer, AIDS e outras doenças (Wielenska, 1998).

Quanto aos checadores ou compulsivos por verificação, Wielenska et al. (1998), relata que são pacientes com rituais de checagem de portas, janelas, trancas em geral, aparelhoselétricos, fogão, arquivos, livros, cartas, etc. e que não há diferença de sexo em relação a este grupo. A compulsão está associada a idéia obsessiva de dúvida como: “Será que deixei a porta aberta?”, “Desliguei o fogão corretamente?”. Essas dúvidas atormentam o indivíduo até que ele cheque e recheque o local, conseguindo assim um alívio temporário.

Na obsessão pura, Wielenska et al. (1998),aponta para cerca de 10-15% dos pacientes sem a presença de compulsão. Pensamentos do tipo “Estarei ficando louco?”, “Acho que prejudiquei alguém”, invadem a consciência do indivíduo que sente ansiedade e desconforto. Muitos pacientes repetem frases mentalmente, outros permanecem horas com um tema na cabeça sem chegar a uma conclusão.

Nos pacientes com compulsões sem obsessão, Karno e...
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