Virologia e viroses

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VIROLOGIA e VIROSES

TRABALHO ACADÊMICO

LISTA DE FIGURAS

Figura 1: Morfologia de um Vírus Helicoidal Envelopado 6
Figura 2: Morfologia de um Vírus Complexo - Bacteriófago T-pares 8
Figura 3: Porção de um Sincício 19
Figura 4: Morfologia do HIV 34
Figura 5: Morfologia do Vírus da Dengue 39

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

AAS – Ácido Acetilsalicílico
AIDS – AcquiredImmunodeficiency Syndrome
CITV – Comitê Internacional de Taxonomia Viral
DNA – Ácido Desoxirribonucléico
E. coli – Escherichia coli
ECP – Efeitos Citopáticos
HIV – Human Immunodeficiency Virus
IFNs – Interferons
nm – Nanômetro
PAVs – Proteínas Antivirais
RNA – Ácido Ribonucléico
RNA t – Ácido Ribonucléico Transportador
RNAm – Ácido Ribonucléico Mensageiro
UDIs – Usuários de DrogasInjetáveis

SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO 1
2 VIROLOGIA 2
2.1 Histórico 2
2.2 Origem 2
2.3 Caracterização dos Vírus 3
2.4 Taxonomia 4
2.5 Estrutura Viral 5
2.6 Multiplicação Viral 8
3 PATOGÊNESE DA INFECÇÃO VIRAL 16
3.1 Porta de Entrada para Infecção 16
3.2 Efeitos Citopáticos dos Vírus 17
3.3 Drogas Antivirais 19
4 VIROSES 21
4.1 Raiva 21
4.2 Poliomielite 23
4.3 Hepatite 24
4.4Ebola 28
4.5 Rubéola 29
4.6 Herpes 31
4.7 Sarampo 33
4.8 Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) 34
4.9 Gripe 36
4.10 Dengue 39
4.11 Caxumba 41
5 CONCLUSÃO 43
REFERÊNCIAS 44

1 INTRODUÇÃO

Vírus ou vírions são partículas infecciosas, de natureza núcleo-protéico, de dimensões, geralmente, entre 20 e 1000 nm e, consequentemente, visíveis somente ao microscópioeletrônico. São parasitas intracelulares obrigatórios, formando geralmente só em presença de células vivas e dão facilmente lugar a mutações. Induz a célula parasita a formar réplicas, tanto do ácido nucléico como da capa protéica.

2 VIROLOGIA

2.1 Histórico

A virologia surgiu como ciência com a descoberta dos vírus no final do século XIX, com o reconhecimento da existência de agentes infecciososcapazes de passar através de filtros que retinham bactérias.
A primeira referência aos vírus foi feita por Louis Pasteur (1822 – 1895) no final do século XIX. Em 1880, na tentativa sem sucesso, de cultivar o agente causador da raiva (Rhabdovirus), Pasteur utilizou o termo vírus, que em latim significa “veneno”. Poucos anos depois, desenvolveu-se a técnica de esterilizar soluções por filtração. Osfiltros eram capazes de reter as bactérias, mas deixavam passar alguns agentes patogênicos - microrganismos menores que as bactérias.
Em 1892, o botânico Dmitry Iwanowski (1864 – 1920) caracterizou o vírus do mosaico do tabaco (doença comum nas folhas do tabaco). Mas, somente em 1899, o botânico Mariunus Willen Beijerinck (1851 – 1931), investigando a mesma doença, descobriu que injetandoextratos das folhas de tabaco doente, transmitia para plantas sadias a mesma doença. Acreditavam, então, tratar-se de “germe vivo solúvel”, que se proliferava em células vivas das plantas.
A virologia expandiu-se consideravelmente nos primeiros 30 anos do século XX, com a caracterização de um número crescente de doenças humanas, animais e vegetais causadas por vírus. Neste período, foram tambémdescritos vírus capazes de infectar bactérias, os chamados bacteriófagos.

2.2 Origem

A teoria da Evolução Retrógrada descreve os vírus como descendentes de parasitas intracelulares que teriam perdido a autonomia metabólica durante o processo evolutivo, possuindo uma bagagem genética suficiente para manter sua identidade e sua capacidade de multiplicação.
A teoria da Origem Celular, sugere queos vírus são componentes celulares, como plasmídeos ou RNAm que, por processos e recombinação, teriam adquirido um invólucro protéico, tornando-se independentes.
Entretanto, a teoria da Evolução Retrógrada não explica a inexistência de formas intermediárias entre os parasitas intracelulares e os vírus e a teoria da Origem Celular não explica a aquisição da independência pelo RNAm nem a origem...
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