Violência na mídia

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  • Publicado : 15 de novembro de 2012
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Apesar de meios de comunicação brasileiros geralmente apresentarem de a violência de forma sensacionalista e descontextualizada, há exceções que buscam as raízes do problema e as possíveis.

A violência não é um fenômeno isolado, unicasal e se manifesta sob diversas formas. Algumas pesquisas brasileiras têm destacado a magnitude do impacto da violência estrutural, intrafamiliar, institucionale da delinquência sobre as crianças e jovens, matando-os precocemente ou deixando marcas profundas de dor e sofrimento. De maneira geral, essas formas de violência ganham visibilidade e disseminação nos meios de comunicação, tanto na ficção quanto no jornalismo, tanto em texto quanto em imagens. No Brasil, a questão da violência, sobretudo os homicídios – a principal causa de morte na faixa etáriade 15 a 19 anos –, tem levado setores da sociedade a questionário papel de instituições que, de alguma forma, são responsáveis direta ou indiretamente tanto pela proteção quanto pela transmissão de valores morais e éticos a crianças e adolescentes. Os meios de comunicação certamente estão entre elas, pois fazem parte do processo de socialização de meninos e meninas brasileiros e têm a importantefunção de levantar os temas que serão debatidos na sociedade.
Manifestação em Nova Iguaçu contra a chacina na Baixada Fluminense (RJ). Na imagem de Ratão Diniz, 21, ex-aluno da Escola de Fotógrafos Populares, um olhar diferente do da mídia sobre a comunidade.

A televisão comercial, por exemplo, é a mídia mais utilizada por crianças e adolescentes. E é a principal fonte de lazer e deinformação deles. A Pesquisa sobre Atitudes, Normas Culturais e Valores em Relação à Violência examinou o consumo da mídia eletrônica em dez capitais brasileiras. Realizado no ano de 1999 pela psicóloga Nancy Cardia, a pedido do Ministério da Justiça e da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos, o estudo comprovou o uso intensivo da televisão em todas as cidades e faixas etárias pesquisadas. Cerca de doisterços dos entrevistados ficavam em média três horas diante da TV. O restante, entre quatro e seis horas. Uma fatia de 72% dos entrevistados declarou não gostar de programas e filmes com cenas violentas. Entretanto, 43% dos jovens afirmaram apreciar muito isso. Outro dado importante é o de que 42% dos entrevistados consideram o noticiário o programa com mais cenas violentas. Na faixa etária de 16a 24 anos, os filmes são considerados o segundo programa mais violento. Curiosamente, os entrevistados de todas as faixas etárias admitem que há mais violência na televisão do que no bairro em que vivem. No Brasil, os estudos sobre as implicações dessa presença massiva das mídias no crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes ainda são escassos e descontínuos. Alguns poucosprofissionais da área da saúde e da educação têm abordado a questão, sobretudo relacionada à formação psicossocial desse grupo. Diversos autores questionam os modelos que a sociedade brasileira, em crise de valores éticos, sociais, morais e de qualidade nas inter-relações, tem oferecido aos jovens – que muitas vezes não têm sequer na família modelos positivos para se espelhar. Essas mudanças também estãorelacionadas à velocidade e à massificação de informações pelos meios de comunicação. Na visão de alguns psicanalistas, Tais processos levam a reações defensivas, de indiferença e de esgotamento afetivo dos indivíduos, dificultando especificamente o processo de identificação da criança pela pela

Números oficiais comprovam aumento da violência em São Paulo
Em setembro, os homicídios aumentaram27% na comparação com agosto, os roubos seguidos de morte triplicaram e os homicídios também cresceram.


As mortes registradas durante a madrugada em São Paulo aumentam a conta dos casos de assassinato e roubo seguidos de morte registrados no estado ao longo deste ano. Durante esse ano, até setembro, os latrocínios triplicaram.
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