Vinhos verdes

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Região Demarcada dos Vinhos Verdes

Modulo Enologia Ano Lectivo: 2011/2012

Índice
Introdução História Região Demarcada Clima e Relevo Geologia e Solo Castas Permitidas Vinificação Vindima Fermentação Alcoólica Fermentação Maloláctica Amanhos da Vinha Enxertia Poda Empa Rega Conclusão 3 4 6 8 9 10 11 11 12 13 14 14 15 15 16 17

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Introdução
Este trabalho foi realizado no intuito domódulo que estamos a estudar – Enologia da disciplina de Tecnologia Alimentar, orientada pela professora Lígia Familiar. Foi-nos portanto pedido a escolha de uma região vinícola portuguesa, e, a partir desta, desenvolver um estudo aprofundado desta imensa e famosa região portuguesa. Desde a história, passando pelo clima, solo e castas são essencialmente os pontos abordados neste trabalham por nósrealizado. A escolha desta região, foi de total consenso, tendo por base de escolha ser a única região portuguesa a produzir vinho verde, e é o segundo vinho português mais exportado, apenas com o Vinho do Porto á sua frente.

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História
Foi no Noroeste, no coração mais povoado de Portugal desde os tempos asturoleoneses, que a densa população cedo se espalhou pelas leiras de uma terra muitoretalhada. A partir do século XII existem já muitas referências à cultura da vinha cujo incremento partiu da iniciativa das corporações religiosas a par da contribuição decisiva da Coroa. A viticultura terá permanecido incipiente até aos séculos XII-XIII, altura em que o vinho entrou definitivamente nos hábitos das populações do Entre-Douro-e-Minho. A própria expansão demográfica e económica, aintensificação da mercantilização da agricultura e a crescente circulação de moeda, fizeram do vinho uma importante e indispensável fonte de rendimento. Embora a sua exportação fosse ainda muito limitada, a história revela-nos, no entanto, que terão sido os «Vinhos Verdes» os primeiros vinhos portugueses conhecidos nos mercados europeus (Inglaterra, Flandres e Alemanha), principalmente os da regiãode Monção e da Ribeira de Lima. No século XIX, as reformas institucionais, abrindo caminho a uma maior liberdade comercial, a par da revolução dos transportes e comunicações, irão alterar, definitivamente, o quadro da viticultura regional. A orientação para a qualidade e a regulamentação da produção e comércio do «Vinho Verde» surgiriam no início do século XX, tendo a Carta de Lei de 18 de Setembrode 1908 e o Decreto de 1 de Outubro do mesmo ano, demarcado pela primeira vez a «Região dos Vinhos Verdes». Questões de ordem cultural, tipos de vinho, encepamentos e modos de condução das vinhas obrigariam à divisão da Região Demarcada em seis sub-regiões: Monção, Lima, Basto, Braga, Amarante e Penafiel.

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No entanto, o texto da Carta de Lei de 1908 apenas é regulamentado no ano de 1926através do Decreto n.º 12.866, o qual veio estabelecer o regulamento da produção e comércio do «Vinho Verde», consagrando o estatuto próprio da «Região Demarcada, definindo os seus limites geográficos, caracterizando os seus vinhos, e criando a «Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes» instituida para o pôr em execução. Posteriormente, em 1929, o referido regulamento viria a ser objectode reajustamento através do Decreto n.º 16.684. Motivo de grande significado à escala mundial, foi a aceitação do relatório de reinvindicação da Denominação de Origem «Vinho Verde», apresentado ao OIV Office International de la Vigne et du Vin -, em Paris (1949), e posteriormente, o reconhecimento do registo internacional desta Denominação de Origem pela OMPI Organização Mundial da PropriedadeIntelectual, em genebra (1973). O reconhecimento da Denominação de Origem veio assim conferir, à luz do direito internacional, a exclusividade do uso da designação «Vinho Verde» a um vinho com características únicas, devidas essencialmente ao meio geográfico, tendo em conta os factores naturais e humanos que estão na sua origem. Em 1959, o Decreto n.º 42.590, de 16 de Outubro, cria o selo de...
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