Villa, Marco Antonio. A Revolução mexicana - resenha


“Em 1910, para a surpresa geral, o México é sacudido pela primeirarevolução do século XX. Envolvendo todas as classes sociais numa guerra civil que levou à morte 1 milhão de mexicanos; a etapa armada só se concluiu com a destruição do Estado porfirista e a construção do novoEstado”. É desta forma que Marco Antonio Villa inicia seu livro A Revolução Mexicana (1910-1940), a justificativa para o período de 1910 – 1940 ao tratar de Revolução Mexicana, são segundo o autor queem 1910 Francisco Madero lidera a derrubada armada a ditadura de Porfírio Diaz e destaca as realizações de Lázaro Cárdenas em 1940 promovendo varias reformas sócio-econômicas no estado mexicano.Marco Antonio Villa possui mestrado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (1989) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1993). Atualmente é professor da UniversidadeFederal de São Carlos, e em sua carreira, já escreveu e publicou mais de vinte livros, que tratam de temas diversos, da Idade Média à Revolução Mexicana. Polêmico, o historiador faz críticas diversas comoao assistencialismo e mais recentemente contra o movimento passe livre e onda de manifestações pelo Brasil.
 O problema agrário no México é de grande relevância e ganhou ainda mais força durante oporfiriato. A questão agrária e os conflitos de classe causados pelo controle da terra estão presentes na história mexicana desde o período colonial, tão importante é o assunto que a independência tevecomo pano de fundo a questão agrária. Porfírio Diaz, responsável pelo desenvolvimento do capitalismo mexicano, apoiado no ingresso de capitais e empresas estrangeiras e em uma política antipopular, foium verdadeiro ditador para com o povo mexicano. O governo de Diaz foi dominado por uma burocracia positivista responsável pelo desenvolvimento do capitalismo associado e pela política repressiva...