Vigiar e punir

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  • Publicado : 29 de maio de 2011
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INTRODUÇÃO
Através de sucinta exposição procuraremos transmitir o conhecimento acumulado no transcorrer da leitura do livro vigiar e punir, aos quais nos empreendemos com afinco e dedicação, a fim de que não frustrássemos as expectativas confiadas em nós quando da incumbência desta tarefa.
Apresentado por resumos como resultado de nossas investigações, referências indispensáveis paraguiar-nos no sentido de melhor compreensão do tema, sem que para isso haja um amontoado de textos desconexos entre si, desprovidos de seqüência lógica, nosso estudo tem por finalidade a compreensão dos capítulos proposta para resumo pelo professor em seus característicos peculiares.
Trata-se de um livro de altíssima indagação e de muita atualidade. Longe de nós conduzir a opinião para este ou aquelesentido. Visamos com o presente trabalho buscar uma melhor compreensão sobre o tema e ofertar subsídios para uma meditação e percepção geral sobre o assunto.
Transcreveremos no desenvolvimento do trabalho trechos que a nosso ver
transparece o pensamento emitido pelo autor da obra.
O objetivo do livro é uma história correlativa da alma moderna e de um novo
poder de julgar; uma genealogia doatual complexo científico-judiciário.
Foucault, inicia a obra narrando a história de Damiens, que fora condenado, a 2 de março de 1957, a pedir perdão publicamente diante da porta principal da Igreja de Paris aonde devia ser levado e acompanhado numa carroça, nu, de camisola, carregando uma tocha de cera acesa de duas libras, na dita carroça, na praça de Greve, e sobre um patíbulo que aí seráerguido, atenazado nos mamilos, braços, coxas e barrigas das pernas, sua mão direita segurando a faca com que cometeu o dito parricídio, queimada com fogo de enxofre, e as partes em que será atenazado se aplicarão chumbo derretido, óleo fervente, piche em fogo, cera, e enxofre derretidos conjuntamente, e a seguir seu corpo será puxado e desmembrado por quatro cavalos e seus membros consumidos ao fogo,reduzido a cinzas, e suas cinzas lançadas ao vento.
Com esta narrativa Foucault apresenta um exemplo de suplício e logo adiante também narra a história de como utilizar o tempo a exemplo da Casa dos jovens detentos de Paris.
Assim, acreditamos com a explanação que se segue, cumprimos o dever a nós
atribuído quando da escolha do livro para resumo pelo professor.
FOUCAULT, Michel. Vigiar ePunir Nascimento da Prisão.
O CORPO DOS CONDENADOS
Apresentamos exemplo de suplício e de utilização do tempo. Eles não sancionam os mesmos crimes, não punem o mesmo gênero de delinqüentes. Mas define bem, cada um deles, um certo estilo penal.
Dentre tantas modificações, atenho-me a uma: o desaparecimento dos suplícios. Em algumas dezenas de anos, desapareceu o corpo supliciado, esquartejado,amputado, marcado simbolicamente no rosto ou no ombro, exposto vivo ou morto, dado como espetáculo. Desapareceu o corpo como alvo principal da repressão penal.
No fim do século XVIII e começo do XIX, a despeito de algumas grandes fogueiras, a melancólica festa de punição vai-se extinguindo. A punição pouco a pouco deixou de ser uma cena. E tudo o que pudesse implicar de espetáculo desde entãoterá um cunho negativo; e como as funções de cerimônia penal deixavam pouco a pouco de ser compreendidas, ficou a suspeita de que tal rito que dava um “fecho” ao crime mantinha com ele afinidades espúrias: igualando-o, ou mesmo ultrapassando-o em selvageria, acostumando os espectadores a uma ferocidade de que todos queriam vê-los, afastados, mostrando-lhes a freqüência dos crimes, fazendo ocarrasco se parecer com criminoso, os juízes aos assassinos, invertendo no último momento os papéis, fazendo do supliciado um objeto de piedade e de admiração.
A execução pública é vista então como uma fornalha em que se ascende a violência.
A punição vai-se tornando, pois, a parte mais velada do processo penal, provocando
várias conseqüências: deixa o campo da percepção quase diária e entra no...
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