Vida e obra de fernando pessoa

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Vida e Obra de Fernando Pessoa |
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Este trabalho foi realizado no âmbito da disciplina de Português. |
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Deisimara Silva |
03-12-2010 |
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Vida e Obra de Fernando Pessoa

Antes de mais, deve-se saber que Fernando Pessoa foi um extraordinário poeta e uma das personalidades mais complexas e representativas da literatura europeia do séc. XX. Era dotado de uma grande densidadepsicológica, um talento e cultura imensos,   era capaz de criar várias personagens, completamente diferentes, tanto a nível de experiência de vida como no modo de escrever (os chamados heterónimos).   Os seus principais heterónimos foram Alberto Caeiro (“O Mestre”), Álvaro de Campos e Ricardo Reis. Pessoa teve alguns aspectos peculiares na vida: todo o registo de óbito foi escrito na negativa: nãodeixou bens, nem descendentes nem mesmo testamento, não foi casado, não teve carro, nem diploma de doutor, nem máquina de escrever.   Nem um emprego definido nem filiação política nem religiosa. Outro aspecto peculiar era que para Pessoa, os anos terminados em cinco tiveram um significado especial na vida.

Biografia de Fernando Pessoa

Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa a 13 deJunho de 1888. Pessoa era filho de um modesto funcionário, porém inteligente e culto (foi mesmo jornalista e  crítico musical) que morreu tuberculoso em 1893 deixando o filho com cinco anos e a mulher. A mãe, oriunda de família açoriana, era uma senhora de esmerada educação, casou novamente em fins de 1895 com o cônsul português na África do Sul, João Miguel Rosa. Assim, o casal instalou-se emDurban (África do Sul), onde Pessoa estudou, prosseguindo depois os estudos na Universidade do Cabo (1903-04). Quando voltou definitivamente para Lisboa, Pessoa dominava a língua inglesa (e a respectiva literatura) tão bem, ou melhor, que a materna.  Após uma tentativa falhada de montar uma tipografia e editora, “Empresa Íbis — Tipográfica e Editora”, dedicou-se, a partir de 1908, e a tempo parcial, àtradução de correspondência estrangeira de várias casas comerciais, sendo o restante tempo dedicado à escrita e ao estudo de filosofia (grega e alemã), ciências humanas e políticas, teosofia e literatura moderna, que assim acrescentava à sua formação, determinante na sua personalidade.  Matriculou-se no Curso Superior de Letras, porém  abandonou rapidamente as aulas. Dedicou-se ao estudo defilósofos gregos e alemães (Schopenhauer, Nietzsche, reflectindo-se depois, na sua obra), leu os simbolistas franceses e a moderna poesia portuguesa (Antero de Quental, Cesário Verde, etc.)
Pessoa era retraído, parecia vocacionado para viver isolado, sem compromissos, porém sempre disponível para as aventuras de espírito: levava uma vida relativamente apagada, movimentava-se num círculo restrito deamigos que frequentavam as tertúlias intelectuais dos cafés da capital, envolveu-se nas discussões literárias e até políticas da época. Definia-se como “hístero-neurasténico com a predominância do elemento histérico na emoção e do elemento neurasténico na inteligência e na vontade (minuciosidade de uma, tibieza de outra)”.
Desde cedo escreveu poesias em inglês, mas foi como ensaísta que primeiro serevelou, ao publicar, em 1912, na revista “A Águia”, uma série de artigos sobre “a nova poesia portuguesa”. Entretanto, continuou a compor poesia, em inglês e também português, devido à leitura das Flores sem Fruto e das Folhas Caídas, de Garrett. Afastando-se do grupo saudosista, desejoso de novos rumos estéticos e de fazer pulsar a literatura portuguesa ao ritmo europeu, foi um dosintrodutores  (juntamente com o restante grupo de “Orpheu”) do Modernismo em Portugal. Em Fevereiro de 1914 publicou, na revista “A Renascença”, a poesia “Pauis” (que deu origem a uma corrente efémera, o paulismo) e “Ó sino da minha aldeia”. Em 1914 surgiram os principais heterónimos, Alberto Caeiro, Álvaro de Campos e Ricardo Reis.  Em 1915, com Mário de Sá-Carneiro (amigo chegado, com o qual trocou...
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