Vicios de linguagem

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VÍCIOS DE LINGUAGEM: BARBARISMO; CACÓFATO; ARCAÍSMO; NEOLOGISMO; ESTRANGEIRISMO.
Sara Mota Menezes.

RESUMO

A linguagem constitui o caminho essencial para a efetividade da comunicação entre as pessoas. Fala-se em linguagem natural, exatamente aquela que, como o próprio nome sugere, nasce de maneira espontânea no seio da sociedade. Constitui fruto da formação histórica de cada povo, como oInglês, o Alemão, o Português, o Francês, entre tantos outros. A finalidade essencial de uma língua é a comunicação, entre os membros de uma comunidade que se serve dela. Para isso é necessário que o instrumento (a língua) tenha certa uniformidade e, assim sirva eficientemente a toda a comunidade.

Toda sociedade humana precisa, portanto, de uma linguagem normal de que todos se sirvam, quer falando,quer escrevendo. E até pensando. A correção consiste na obediência a este padrão ou critério linguístico. Se ele fosse constantemente uniforme, permanente e sem discordância, não haveria os problemas de todos os dias.

Palavras – chave: Vícios de linguagem: Barbarismo, Cacófato, Arcaísmo, Neologismo, Estrangeirismo.

INTRODUÇÃO
Sabemos que a linguagem é ideológica, social, histórica e cultural eque está vinculada à vida do ser humano. Essa vinculação envolve o indivíduo dentro e fora da escola. Mas é fato que a linguagem se diferencia dependendo do contexto onde se vive.
Os vários contextos onde se constrói e se desenvolve a linguagem têm sido alvo de estudos diversificados, entre eles estão os aspectos sócio-histórico-culturais. Por isso, entendemos que é na linguagem, como uma açãohumana, que está inserida toda uma história adquirida através das experiências vivenciadas pelo indivíduo. Este aspecto se apresenta como uma rede de significados que revela o indivíduo no mundo.
Os vícios de linguagem são desvios das normas da língua padrão que são provocados por descuido ou por ignorância que o falante possui dessas mesmas normas. Nesse sentido o objetivo do presente estudo é fazerum recorte na bibliografia acerca da área, com o intuito de explanar sobre os aspectos que fundam os vícios de linguagem ressaltando os meios para se chegar a uma definição de como os vícios de linguagem ofendem as regras usuais da gramática e do estilo, onde se tornam doenças coletivas quase epidêmicas.
Estudar uma língua é reconhecer sua capacidade de evoluir e, portanto, de mudar. As línguassão como nós: nascem, relacionam-se e morrem, deixando ou não vestígios de sua existência. Por isso, podemos afirmar que os idiomas são sistemas abertos e flexíveis, que sempre se ajustam às suas condições de uso. Então, devemos pensar nossa língua sob a ótica do dinamismo, pois somos seres sociais em constante movimento e seres individuais complexos. A linguagem, portanto, não pode ser maisencarada como um conjunto de signos pelo qual o homem se comunica. Sabemos que vício tem sua carga de significação centrada no âmbito do negativo, ou seja, vício é desvio, hábito de proceder mal, costume censurável ou condenável, hábito prejudicial, defeito, erro, dolo, ação indecorosa, enfim, encontramos em qualquer dicionário da língua estas definições que mostram a idéia de vício num paradigma deescolhas negativas.
Mais do que comunicar o homem, ao utilizar a linguagem, passa a significar na sociedade em que vive. A linguística tem um papel fundamental nos estudos sobre a língua. É através destes estudos que se descobriu que as línguas possuem história e é também através destes estudos que descobrimos que as línguas têm, por constituição, a mudança. Porém, a história dos estudos linguísticostem raízes antigas. A língua vem sendo alvo de discussões filosóficas desde Platão e Aristóteles.
Segundo Platão, tudo o que há neste mundo que se conhece e que se vê, existe no "mundo das ideias", onde as ideias são puras e únicas, ou seja, onde tudo é perfeito. Então, tudo o que está fora deste mundo idealizado, são reproduções imperfeitas do que existe lá.
A linguagem humana também teria...
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