Viagens na minha terra almeida garrett

Disponível somente no TrabalhosFeitos
  • Páginas : 15 (3616 palavras )
  • Download(s) : 0
  • Publicado : 15 de outubro de 2012
Ler documento completo
Amostra do texto
Almeida Garetti


João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett e mais tarde visconde de Almeida Garrett nasceu no Porto a 4 de Fevereiro de 1799 e morreu em Lisboa a 9 de Dezembro de 1854. Foi um escritor e dramaturgo romântico, orador, Par do Reino, ministro e secretário de Estado honorário português.
Grande impulsionador do teatro em Portugal, uma das maiores figuras do romantismoportuguês, foi ele quem propôs a edificação do Teatro Nacional de D. Maria II e a criação do Conservatório de Arte Dramática.

Primeiros Anos

Durante a sua adolescência foi viver para a Ilha Terceira, após as invasões das tropas francesas de Napoleão Bonaparte em Portugal. Aí, foi instruído pelo tio, D. Alexandre. Bispo de Angra. Foi também nos Açores onde engravidou a sua companheira LuisaMidosi.
Em 1816 foi para Coimbra, onde acabou por se matricular no curso de Direito. Em 1821 publicou O Retrato de Vénus, trabalho que fez com que fosse processado por ser considerado materialista, ateu e imoral. É também neste ano que ele e sua família passam a usar o apelido de Almeida Garrett.

Presença nas Lutas Liberais

Almeida Garrett participou activamente na revolução liberal de1820.
Apenas uns anos depois, em 1823, foi para o exílio na Inglaterra, após a Vilafrancada. Antes de partir para Inglaterra havia-se casado com Luísa Midosi, de apenas 14 anos.
Foi em Inglaterra que tomou contacto com o movimento romântico, descobrindo Shakespeare, Walter Scott e outros autores e visitando castelos feudais e ruínas de igrejas e abadias góticas, vivências que se reflectiriamna sua obra posterior.
Em 1824, pôde partir para França e assim o fez. Foi na viagem onde escreveu o muitíssimo conhecido Camões (1825) e Dona Branca (1826), não tão conhecido mas não menos importante, poemas geralmente considerados como as primeiras obras da literatura romântica em Portugal.
No ano de 1826 foi chamado e regressou à pátria com os últimos emigrados dedicando-se ao jornalismo,fundando e dirigindo o jornal diário O Português (1826-1827) e o semanário O Cronista (1827).
Teria de deixar Portugal novamente em 1828, com o regresso do Rei absolutista D. Miguel. Ainda no mesmo ano perdeu a sua filha recém-nascida. Novamente em Inglaterra, publica Adozinda.
Juntamente com Alexandre Herculano e Joaquim António de Aguiar, tomou parte no Desembarque do Mindelo e no Cerco doPorto em 1832 e 1833.

Vida Política

Após a vitória do Liberalismo, pôde instalar-se novamente em Portugal, depois de uma curta estadia em Bruxelas como cônsul-geral e encarregado de negócios, onde lê Schiller, Goethe e Herder.
Em Portugal exerceu cargos políticos, distinguindo-se nos anos 30 e 40 como um dos maiores oradores nacionais. Foram de sua iniciativa a criação do Conservatóriode Arte Dramática, da Inspecção-Geral dos Teatros, do Panteão Nacional e do Teatro Normal (actualmente Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa). Mais do que construir um teatro, Garrett procurou sobretudo renovar a produção dramática nacional segundo os cânones já vigentes no estrangeiro.
Com a vitória cartista e o regresso de Costa Cabral ao governo, Almeida Garrett afasta-se da vida políticaaté 1852.
 Contudo, em 1850 subscreveu, com mais de 50 personalidades, um protesto contra a proposta sobre a liberdade de imprensa, mais conhecida por “lei das rolhas”.

Vida Romântica

A vida de Garrett foi tão apaixonante quanto a sua obra. Revolucionário nos anos 20 e 30, distinguiu-se posteriormente sobretudo como o tipo perfeito do dândi, ou “janota”, tornando-se árbitro de elegânciase príncipe dos salões mundanos.
Foi um homem de muitos amores, uma espécie de homem fatal. Separado da esposa, Luisa Midosi, com quem se casou, em 1822, passa a viver em mancebia com D. Adelaide Pastor até a morte desta, em 1841.
A partir de 1846, a sua musa é a viscondessa da Luz, Rosa Montufar Infante, andaluza casada, desde 1837, com o oficial do exército português Joaquim António Velez...
tracking img