Variações do método de quantificação da proteína solúvel em soja desativada utilizada na alimentação animal

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VARIAÇÕES DO MÉTODO DE QUANTIFICAÇÃO DA PROTEÍNA SOLÚVEL EM SOJA DESATIVADA UTILIZADA NA ALIMENTAÇÃO ANIMAL VARIATIONS OF THE METHOD OF QUANTIFICATION OF SOLUBLE PROTEIN IN DISACTIVATED SOY USED IN THE ANIMAL FEEDING
Claudia Oliveira da Silveira1,2; Claucia Fernanda Volken de Souza3 1 Centro Universitário – Univates – Lajeado – Brasil cau.silveira@gmail.com 2 Eleva Alimentos S/A – Arroio do Meio– Brasil 3 Centro Universitário – Univates – Lajeado – Brasil clauciavolken@bol.com.br

Resumo Para que a soja possa ser utilizada na elaboração de rações animais esta é submetida a um tratamento térmico, a fim de eliminar os fatores antinutricionais. O método de solubilidade protéica é utilizado pelas indústrias produtoras de ração para determinar se a soja processada pode ser ou não utilizadana alimentação animal. Porém, esta análise apresenta, nas diferentes etapas de sua execução, variáveis que podem interferir na exatidão dos seus resultados, tais como granulometria da soja, velocidade de rotação da centrífuga e tempo de centrifugação. Portanto, o objetivo desse trabalho foi avaliar os efeitos do tempo de tostagem da soja, da granulometria de moagem do grão tostado e dosprincipais parâmetros do método de solubilidade protéica (velocidade de agitação para hidrólise, rotação e tempo de centrifugação) sobre o grau de solubilidade protéica. Os grãos de soja foram submetidos a três diferentes tempos de tostagem: 10; 12,5 e 15 minutos. Posteriormente, foram moídas em peneiras com orifícios de 0,5; 0,75 e 1,0 mm e submetidas às análises de proteína bruta, atividade ureática esolubilidade protéica. Os resultados de solubilidade protéica variaram de 80,62% a 96,52% demonstrando que há influência dos parâmetros estudados sobre o resultado analítico e quanto maior a granulometria da amostra menor é o resultado de solubilidade protéica. Além disso, constatou-se que ao aumentar o tempo de tostagem do grão de soja e a velocidade de agitação da amostra, durante a hidrólise,maior será o valor da proteína solúvel em decorrência do aumento da disponibilidade da matéria protéica. Palavras-chave: soja grão desativada; alimentação animal; solubilidade protéica.

1. Introdução A soja, vegetal com elevado teor protéico e energético, é uma das mais importantes culturas agrícolas brasileiras (Guedes, 2007). Com o desenvolvimento dos produtos protéicos oriundos da soja para aalimentação humana, nutricionistas perceberam que estes poderiam ser uma alternativa protéica importante para vários tipos de rações (Bellaver, 1998). Aliado a isso, a restrição do uso de fontes protéicas de origem animal em rações pelo mercado internacional e, em menor grau, pelo mercado interno, geraram uma demanda extra de soja para a formulação das rações (Mendes, 2004). De acordo comSindirações (2007), no Brasil são produzidos cerca de 48 milhões de toneladas de rações. Porém, segundo

Soares (2004), não existem estimativas sobre o volume de soja integral utilizada pela indústria de ração, pois o grão in natura ou integral não é utilizado como ingrediente nas rações comerciais. Segundo Mendes et al. (2004), o grão de soja é composto por, aproximadamente, 17 a 18% de óleo e 35 a 37%de proteína bruta de elevado valor biológico, com composição em aminoácidos essenciais favorável à alimentação de aves e suínos, mas deficiente em metionina e treonina. Além disso, a soja possui diversos fatores antinutricionais, tais como: inibidores da tripsina e quimiotripsina, lectinas, lipase e lipoxigenase, fatores alérgicos (glicinina e beta-conglicinina) e os polissacarídeos não amiláceossolúveis (Bellaver, 1998). Devido à presença de tais fatores, que atuam negativamente sobre o desempenho animal, inibindo e interferindo na absorção de nutrientes, a soja in natura não deve ser utilizada na alimentação de monogástricos. Utiliza-se então o tratamento térmico para desativar tais compostos, provocando ainda a ruptura da parede celular do grão, liberando a proteína enclausurada, o...
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