Variação linguística diatópica e diastrática

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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO
ADMINISTRAÇÃO
TÁSSIA TIZHAI ARAUJO DE NOVAES

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA
DIATÓPICA E DIASTRÁTICA

FEIRA DE SANTANA
2010

tássia tizhai araujo de novaes

variações linguísticas
DIATÓPICA E DIASTRÁTICA

Trabalho apresentado ao Curso administração da UNOPAR - Universidade Norte do Paraná,para a disciplina comunicação e linguagem.

Prof. Marcelo Silveira

Feira de SANTANA

2010

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Variação linguística

“Minha vó contava uma história quandu a família tava reunida , sobri um tiu... achu qui é tiu avô, num sei... bom, essi tiu, chamava Zuardo, mais u nomi deli era pá sê Osvaldo! “. É qui quandu fôru registrá eli, disséru“Osvardo”, tão rápidu, cum um ô qui nem dava pra ouví e cum um érri nu lugar di éli, qui u iscrivão intendeu Zuardo! Intão ficou assim...” 

Tássia Tizhai Araujo de Novaes

 
 “Pois é. U purtuguêis é muito fáciu di aprender, purqui é uma língua qui  a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala. Num é cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a gentidiscobri cumu é qui si iscrevi algumas palavras. Im portuguêis, é só prestátenção. U alemão pur exemplu. Qué coisa mais doida? Num bate nada cum nada. Até nu espanhol qui é parecidu, si iscrevi muito diferenti. Qui bom qui a minha lingua é u purtuguêis. Quem soubé falá, sabi iscrevê.”

Jô Soares, revista veja, 28 de novembro de 1990
              
Variação linguística
Uma definição geralsobre a variação lingüística torna-se necessária para um melhor aproveitamento dos textos inicialmente postos.
Podemos entender por dialeto as variações de pronúncia, vocabulário e gramática pertencentes a uma determinada língua. Os dialetos não ocorrem somente em regiões diferentes, pois numa determinada região existem também as variações dialetais etárias, sociais.
A variação, que correspondeao lugar, dá-se o nome de variação diatópica. Essa palavra é formada pelos seguintes elementos:

“dia-“, prefixo grego que significa “através de, por meio de, por causa de”;
“topos”, radical grego que significa “lugar”;
“-ico”, sufixo grego, que forma adjetivos.
Como exemplo de variação regional, encontramos certas palavras possuindo significados que necessitam de “tradução”, caso de“pastelaria” significando para os brasileiros o lugar onde se vende pastel de carne, queijo e palmito basicamente. Em Portugal vamos à pastelaria comprar pães doces, bolinhos e outras guloseimas do gênero. Um carro velho e muito usado é apelidado de “chocolateria” em Portugal, mas no Brasil não se usa esse termo.
Na cidade de Campinas, um fato interessante merece ser mencionado: As pessoas quevieram de diferentes regiões para essa cidade, convivem entre si e entre os “nativos”, promovendo um “intercâmbio” de dialetos regionais. Esse tipo de fato pode gerar mudanças no dialeto do campineiro
Existem dialetos que evidenciam o nível social ao qual  pertence um indivíduo. Os dialetos mais prestigiados são das classes mais elevadas e o da elite é tomado não mais como dialeto e sim como aprópria “língua”. A discriminação do dialeto das classes populares é geralmente baseada no conceito de que essa classe por não dominar a norma padrão de prestígio e usar seus próprios métodos para a realização da linguagem, “corrompem” a língua com esses “erros”. No entanto, as transformações que vão acontecendo na língua se devem também à elite que absorve alguns termos de dialetos de classes maisbaixas, provocando uma mudança lingüística, e aí o “erro” já não é mais erro... e nesse caso não se diz que a elite “corrompe” a língua.
A camada mais jovem da população usa um dialeto que se contrasta muito com o usado pelas pessoas mais idosas. Os jovens absorvem novidades e adotam a linguagem informal, enquanto os idosos tendem a ser mais “conservadores”. Essa falta de conservadorismo...
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