Vantagens e desvantagens do estado contemporaneo

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  • Publicado : 8 de novembro de 2011
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ESTADO E SOCIEDADE
VANTAGENS E DESVANTEGENS
Um dos principais motivos de crise do Estado contemporâneo é que o homem do século XX está preso a concepções do século XVIII, quanto à organização e aos objetivos de um Estado Democrático.  A necessidade de eliminar o absolutismo dos monarcas, que sufocava a liberdade dos indivíduos, mantinha em situação de privilégio uma nobreza ociosa e negavasegurança e estímulo às atividades econômicas, levou a uma concepção individualista da sociedade e do Estado.  A aspiração máxima era a realização de valores individuais, e para isso considerou-se indispensável conter o poder político através da própria estruturação de seus organismos.  Procurou-se, então, impor ao Estado um mecanismo de contenção do poder, destinado a assegurar um mínimo de açãoestatal, deixando aos próprios indivíduos a tarefa de promoção de seus interesses.  Desde então, todas as discussões sobre o Estado e todas as experiências levadas a efeito foram motivadas pela busca da melhor forma de atingir aqueles objetivos.
O problema da supremacia da vontade do povo.  Durante o século XVIII surgiu a República, simbolizando o governo popular.  No século seguinte, dando-se maisênfase à função legislativa e preferindo-se concentrar maior autoridade nos corpos legislativos, como uma garantia contra os governos absolutos, surge o problema da representação. De início as dificuldades foram menores, porque todos os representantes, tanto conservadores quanto progressistas, eram originários de uma classe economicamente superior.  Assim, as divergências não atingiam pontosfundamentais da organização social, como o regime de produção e o uso da propriedade. Mas o individualismo promoveu a concentração de grandes massas de trabalhadores em núcleos urbanos, e os exageros do capitalismo individualista levaram essas massas ao desespero, forçando-as a uma ação política. Desenvolvem-se então os movimentos proletários, mais violentos primeiro e mais habilidosos depois,trabalhando organizadamente para conquistar o poder, ou pelo menos ter uma participação nele.
E o grande problema do sistema representativo no século XX acaba sendo o encontro de uma fórmula adequada para a integração política das massas operárias.  Os representantes tradicionais, originários das classes economicamente superiores, têm mentalidade, métodos de trabalho e até linguagem que não se entrosamcom as características dos representantes, provindos das classes trabalhadoras. Estes têm mais agressividade, pretendem reformas profundas e imediatas, revelando sempre acentuada desconfiança no seu relacionamento com os primeiros.  E apesar desses desencontros tão pronunciados eles devem conviver nos partidos políticos e nos parlamentos.
A conseqüência foi o descrédito do próprio sistemarepresentativo, pois os conflitos freqüentes e profundos tornaram o processo legislativo demasiado lento e tecnicamente imperfeito, pela necessidade de acordos e transigências sempre que se debate um assunto relevante.  E à vista disso tudo, vários autores e muitos líderes concluíram que a falta está no povo, que é incapaz de compreender os problemas do Estado e de escolher bons governantes.  Esses é umdos impasses a que chegou o Estado Democrático: a participação do povo é tida como inconveniente, e a exclusão do povo é obviamente antidemocrática.
Dilema entre a supremacia da liberdade ou da igualdade.  No final do século XVIII consagrou-se a liberdade como o valor supremo do indivíduo, afirmando-se que se ela fosse amplamente assegurada todos os valores estariam protegidos, inclusive aigualdade.  O que se considerava indispensável era que não houvesse qualquer interferência do Estado, deixando-se todos os indivíduos igualmente livres para cuidarem de seus próprios interesses.  Mas a experiência demonstrou com muita eloqüência que tal regime, na realidade, só assegurava a liberdade para os que participassem do poder econômico.  Os que dependiam do próprio trabalho para viver foram...
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